Lideranças da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Minas Gerais se reuniram nesta quinta-feira (9) em reação à fala do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia – Óleo e Gás, no Rio de Janeiro. Após criticar o pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pela condução do orçamento e pelo endividamento do estado, Silveira elogiou o atual governador, Mateus Simões (PSD), que era vice do novista.
"Naturalmente, o presidente Kassab teve os seus motivos e entendeu e filiou o atual governador ao partido em Minas Gerais. E o presidente Lula também tem seus motivos para poder defender o presidente Pacheco como seu candidato em Minas Gerais. Eu espero que a eleição se dê num ambiente de disputa democrática, num ambiente de disputa respeitosa, porque Minas vai mal [...] Então o governador (Simões) tem um grande desafio, é um rapaz muito preparado, foi até professor do meu filho na faculdade. Preparado, rapaz muito decente, tanto quanto é o presidente Rodrigo Pacheco, e eu vou ajudar o presidente Lula e desejar boa sorte para ambos em Minas Gerais”, declarou Silveira.
Bomba
A fala caiu como uma bomba entre aliados de Lula e Pacheco, que classificaram como inadmissível o ministro “falar bem” do candidato adversário do petista no estado. As lideranças disseram que planejam uma carta de repúdio à declaração de Silveira, que é considerado o ministro mais lulista da Esplanada entre os não petistas, apesar de ser do partido de Simões, que atua no campo adversário em Minas.
O entorno de Silveira reafirma que, em Minas Gerais, independentemente de o PSD ter o ex-governador Ronaldo Caiado como pré-candidato à Presidência da República, a campanha do ministro será para o presidente Lula. Ainda segundo interlocutores do mineiro, Kassab deu carta branca para o secretário-executivo do partido ter postura autônoma nas eleições.
Silveira disputaria o Senado em Minas, mas, para ficar na chapa de Lula, teria que sair do PSD. Após conversar com o presidente, o ministro fez a opção de permanecer no cargo de comando da sigla e também no Ministério de Minas e Energia, desistindo de disputar a vaga na Casa Alta.





