• Sexta-feira, 13 de março de 2026

Brasil domina cota de carne bovina no acordo Mercosul–UE com 42,5% de participação

Entendimento entre entidades do setor consolida a liderança brasileira na cota de carne bovina no acordo Mercosul-UE, garantindo acesso preferencial a 99 mil toneladas de proteína com tarifas reduzidas e implementação gradual em seis anos.

Entendimento entre entidades do setor consolida a liderança brasileira na cota de carne bovina no acordo Mercosul-UE, garantindo acesso preferencial a 99 mil toneladas de proteína com tarifas reduzidas e implementação gradual em seis anos. O setor pecuário brasileiro consolidou uma vitória estratégica no comércio internacional. Com o avanço das negociações entre blocos econômicos, o país garantiu o direito de escoar a maior fatia da cota de carne bovina no acordo Mercosul-UE, abocanhando 42,5% do volume total destinado aos países sul-americanos. A definição, baseada em um critério de representatividade histórica, coloca o Brasil à frente de vizinhos como Argentina e Uruguai na corrida pelo mercado europeu de alta qualidade.
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    Critérios de divisão da cota de carne bovina no acordo Mercosul-UE A distribuição dos volumes não foi aleatória. A partilha obedece a um acordo empresarial firmado ainda em 2004, que estabeleceu que a divisão da cota europeia deveria refletir o peso relativo das exportações globais de cada nação. Na prática, como o Brasil é o maior exportador do bloco, herdou a maior porcentagem. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});De acordo com o arranjo setorial, a partilha ficou desenhada da seguinte forma:
  • Brasil: 42,5%
  • Argentina: 29,5%
  • Uruguai: 21%
  • Paraguai: 7%
  • Este entendimento foi costurado por entidades de peso, como a ABIEC (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e a SRB (Sociedade Rural Brasileira), em conjunto com associações congêneres dos países vizinhos, como a SRA (Argentina) e a ARU (Uruguai). Volumes e vantagens tarifárias para o produtor O tratado comercial estabelece uma janela de oportunidade para 99 mil toneladas anuais de proteína vermelha. O grande diferencial competitivo está na carga tributária: os embarques dentro desse limite pagarão uma tarifa de importação de apenas 7,5%, valor consideravelmente menor do que as taxas aplicadas fora do regime de cotas. O montante global será subdividido em duas categorias:
  • 55 mil toneladas para cortes frescos ou refrigerados;
  • 44 mil toneladas voltadas ao produto congelado.
  • É importante destacar que o acesso pleno a esses volumes não será imediato. A cota de carne bovina no acordo Mercosul-UE será implementada de forma escalonada, com um período de transição de seis anos até atingir o teto previsto em contrato. Cenário atual e perspectivas de mercado Embora o acordo traga novos horizontes, o Brasil já mantém uma presença sólida na Europa. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações brasileiras para o bloco europeu têm demonstrado resiliência, com volumes que flutuam entre 3 mil e 7 mil toneladas mensais. Em termos financeiros, essa corrente de comércio gera receitas que variam de US$ 20 milhões a US$ 50 milhões por mês. Com a formalização da nova cota e a valorização global da carne bovina, a expectativa é que esses números alcancem novos recordes, impulsionados pela segurança jurídica e pela previsibilidade das tarifas reduzidas. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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