O Brasil registrou 1.968 focos de incêndio em março de 2026. Houve queda de 16,5% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o país teve 2.357 ocorrências do tipo. Os dados são do sistema BDQueimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).
Roraima foi o Estado mais atingido, com 602 focos de incêndio. Na sequência estão Bahia (298), Mato Grosso (164) e Santa Catarina (119).
Espírito Santo, com 8 registros, Rondônia, com 5, Rio de Janeiro, com 2, e Distrito Federal, com 1, aparecem no fim do ranking de Estados que registraram focos de incêndio em março. Acre e Amapá não registraram nenhuma ocorrência do tipo no 3º mês de 2026.

Todos os biomas brasileiros registraram focos de incêndio. A Amazônia concentra a maior parcela, com 874.

No acumulado de 2026, o Brasil teve 8.406 focos de incêndio, alta de 15% com relação aos 3 primeiros meses do ano passado, quando o país registrou 7.313 ocorrências do tipo.

O Brasil encerrou 2025 com redução de cerca de 50% no número de focos de incêndio em relação a 2024. Segundo Ane Alencar, diretora de Ciências do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e coordenadora do MapBiomas Fogo, “há uma redução dos incêndios nos anos seguintes aos anos que queimam muito”.
Ela disse que “aquela pessoa que perdeu muita coisa, porque o fogo saiu do controle, vai ficar com mais receio de queimar no ano seguinte”.
O ano de 2024 foi o que registrou o maior número de focos de queimadas desde 2010. A Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo entrou em vigor em julho de 2024, estabelecendo ações coordenadas de prevenção, preparação e controle de incêndios a serem adotadas pelo governo federal, Estados e municípios.
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