Uma pesquisa do Ipsos-Ipec, realizada de 5 a 9 de fevereiro de 2026, mostra que os brasileiros majoritariamente apoiam a transição para fontes de energia mais limpas e renováveis, mas resistem a arcar com custos adicionais na conta de luz. O levantamento também indica problemas na qualidade do serviço: 73% dos entrevistados afirmam ter sofrido interrupções no fornecimento de energia nos últimos 3 meses.
Segundo o estudo, 93% consideram importante que a energia elétrica no Brasil seja gerada a partir de fontes limpas, sendo 57% “muito importante” e 36% “importante”. Apenas 3% avaliam o tema como pouco ou nada importante, enquanto 2% se dizem indiferentes. Eis a íntegra da pesquisa (PDF – 499 kB).
Apesar do amplo consenso, há resistência quando o tema envolve aumento de custos. Entre os que consideram a energia limpa importante, 43% dizem não estar nada dispostos a pagar mais caro na conta de luz para garantir o uso de fontes renováveis. Outros 35% se declaram pouco dispostos, enquanto apenas 19% afirmam estar muito dispostos a arcar com um aumento.
O levantamento também detalha a frequência das quedas de energia. Apenas 22% afirmam não ter enfrentado interrupções no período analisado. A maior parcela (30%) relatou quedas de 2 a 3 vezes nos últimos 3 meses, enquanto 15% disseram ter sofrido mais de 6 interrupções no período.
Quando há falta de luz, a duração costuma ser significativa. Para 58% dos afetados, a interrupção dura de mais de 10 minutos até 3 horas, sendo 29% entre 10 minutos e 1 hora e outros 29% entre 1 e 3 horas. Há ainda 24% que relatam quedas superiores a 3 horas.
Na avaliação sobre custo e qualidade do serviço, a conta de luz é vista como cara pela maioria dos brasileiros. Segundo a pesquisa, 36% classificam o valor mensal como “muito alto” e 35% como “alto”, somando 71% com percepção negativa.
Outros 22% consideram o preço “justo”, enquanto apenas 5% avaliam como “baixo” (4%) ou “muito baixo” (1%). Há ainda 2% que não souberam ou não responderam.
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas com 16 anos ou mais em 129 municípios brasileiros. As entrevistas foram presenciais. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de até 2 pontos percentuais.
A amostra é composta por 52% de mulheres e 48% de homens, com maior concentração nas regiões Sudeste (42%) e Nordeste (26%).





