A atriz francesa , um dos maiores símbolos do cinema europeu, morreu neste domingo (28/12) , aos 91 anos. Ela estava internada desde novembro em um hospital de Toulon, no sul da França, e a morte foi confirmada pela .
Ícone nos cinemas nos anos 1950 e 1960, Bardot construiu uma carreira internacional marcada por papéis que ajudaram a redefinir a imagem da mulher no cinema. Apesar do sucesso, decidiu abandonar as telas ainda jovem, aos 39 anos, quando passou a viver de forma mais reclusa e a se dedicar integralmente à defesa dos direitos dos animais.

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1 de 3 Após abandonar o cinema, Brigitte Bardot se tornou ativista da causa animal Charly Hel/Prestige/Getty Images
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2 de 3 Brigitte Bardot Bettmann/Getty Images
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3 de 3 Imagem de Brigitte Bardot no filme Shalaco, de 1968
Após a aposentadoria, entretanto, a atriz também passou a protagonizar controvérsias com declarações consideradas racistas, homofóbicas e xenofóbicas, além de posicionamentos políticos conservadores que dividiram opiniões na França e pelo mundo.
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Polêmicas
Após se aposentar do cinema, Brigitte Bardot dedicou a vida ao ativismo em defesa dos animais. Em 1986, criou a Fundação Brigitte Bardot e liderou campanhas contra a caça, testes laboratoriais, uso de peles, touradas e outras práticas consideradas cruéis.
Paralelamente, Bardot acumulou polêmicas por declarações e posicionamentos conservadores sobre imigração, identidade cultural francesa e pluralidade racial.
Essas visões ganharam maior repercussão com o lançamento do livro Un Cri dans le Silence, em 2003, no qual fez críticas ao islamismo, à imigração e também se posicionou contra a adoção por casais LGBTQIA+.
Em 2018, durante o auge do movimento Me Too, a atriz voltou ao centro das controvérsias ao minimizar denúncias de assédio feitas por outras atrizes. Em entrevista à revista Paris Match, na época, afirmou que muitas acusações seriam exageradas ou usadas como forma de autopromoção, declaração que gerou forte reação negativa.
A atriz também foi condenada pela Justiça da França, em 2021, a pagar multa por declarações consideradas racistas, após se referir a moradores de uma ilha francesa como nativos que teriam “preservado seus genes selvagens”.