• Quinta-feira, 12 de março de 2026

Chile terá barreira anti-imigração na fronteira com a Bolívia

Medida do presidente José Antonio Kast integra pacote de decretos para conter as entradas irregulares no norte do país.

O presidente do Chile, José Antonio Kast (Partido Republicano, direita), determinou na 4ª feira (11.mar.2026) a construção de barreiras físicas em trechos da fronteira com a Bolívia como parte de um pacote de medidas voltadas ao combate à imigração irregular. A orientação foi anunciada durante a assinatura dos primeiros decretos de seu governo no dia da posse.

Entre os 6 decretos assinados está o chamado Plano Escudo de Fronteira, que determina aos Ministérios da Defesa e do Interior a elaboração de mudanças legais voltadas a desestimular a imigração irregular. O plano também prevê ajustes nas regras sobre uso da força e a construção de barreiras físicas em áreas consideradas estratégicas ao longo da fronteira norte do país.

Segundo o Clarín, Kast pediu a colaboração das Forças Armadas para reforçar o controle na região. Ao comandante do Exército chileno, Pedro Varela, solicitou aumento do efetivo militar para a instalação das estruturas destinadas a impedir a entrada de estrangeiros sem documentação.

Outro decreto estabelece reforço da presença militar na região e prevê ampliação da vigilância com uso de drones, sensores e melhorias nos sistemas de comunicação utilizados pelas autoridades. O combate à imigração irregular foi um dos principais temas da campanha de Kast. O presidente defendeu medidas mais duras de controle nas fronteiras.

Além das medidas voltadas ao controle da imigração irregular, assinou decretos relacionados à gestão das contas públicas e à tramitação de projetos de investimento. Ele disse que lhe foi entregue um país “em condições piores” do que poderia imaginar.

Kast assumiu a Presidência do Chile depois de vencer a eleição realizada em fevereiro. Derrotou, no 2º turno, a candidata governista Jeannette Jara com mais de 58% dos votos. A transmissão de cargo foi feita pelo então presidente Gabriel Boric, que declarou apoio institucional ao sucessor ao deixar o Palácio de La Moneda.

Por: Poder360

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