A China negou estar próxima de vender mísseis ao Irã. Em fala a jornalistas nesta 2ª feira (2.mar.2026), a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, declarou que a reportagem da Reuters sobre a venda de armas ao país persa é “falsa”.
O texto da agência de notícias afirma que China e Irã estão próximos de concluir a venda de mísseis antinavio do tipo CM-302. Esse tipo de míssil pode ser lançado por terra, ar e plataformas marítimas. Com velocidade supersônica, tem um alcance de cerca de 290 km e é projetado para evadir as defesas navais voando em baixa e alta altitude.
A reportagem informa que as negociações duram cerca de 2 anos. A Reuters afirmou ter ouvido 6 fontes com conhecimentos sobre o assunto. Além dos mísseis, o Irã também estaria tentando adquirir da China sistemas de mísseis terra-ar, armas antibalísticas e armas antissatélite.
A reportagem foi publicada em um momento de tensão no Oriente Médio. Os Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã no sábado (28.fev) que já matou líderes iranianos de alto escalão, dentre eles o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
O conflito se alastrou por todo o Oriente Médio com as retaliações iranianas a bases norte-americanas na região. O Irã já lançou mísseis e drones contra 14 países.
A China repudiou os ataques da aliança EUA-Israel e declarou ser “inaceitável” assassinar um líder de outro país soberano. O governo chinês tem pedido um cessar-fogo imediato e uma retomada das negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano.
Na coletiva, a porta-voz reforçou a posição chinesa sobre o conflito. Disse que o governo chinês está em contato com autoridades norte-americanas para tentar frear os confrontos.





