Chuvas irregulares causam impactos em áreas agrícolas no Paraná
O período de semeadura do milho no estado é diretamente relacionado com a colheita da cultura da soja, que apresentou um pequeno atraso.
O período de semeadura do milho no estado é diretamente relacionado com a colheita da cultura da soja, que apresentou um pequeno atraso. A segunda safra de milho no Estado do Paraná vem sendo impactada por temperaturas do ar mais elevadas e pela distribuição irregular das chuvas nas principais áreas produtoras. O período de semeadura do milho no estado é diretamente relacionado com a colheita da cultura da soja, que apresentou um pequeno atraso, resultando no atraso da semeadura do cereal. Em consequência, parte das áreas foi implementada fora do período ideal de cultivo. Nas regiões sul, sudoeste, oeste e centro-oeste do estado, a semeadura do milho encontra-se praticamente concluída, com a maior parte das lavouras em fase de desenvolvimento vegetativo. Já nas regiões norte e noroeste, ainda restam áreas de milho a serem implantadas, principalmente em função do atraso na colheita da soja. Este cenário, associado às diferentes condições de tempo e às distintas épocas de semeadura entre as regiões, mostram a irregularidade do andamento dessa safra no estado.
Nova regra da NF-e pode travar venda de defensivos sem Receituário AgronômicoNas regiões de Marechal Cândido Rondon e Ivaí, situadas no oeste e sul do Paraná, respectivamente, as lavouras de milho foram semeadas ao longo da primeira quinzena de fevereiro, até então com boas condições de estabelecimento. Na segunda quinzena de fevereiro e primeira metade de março, as condições para o desenvolvimento da cultura foram prejudicadas pela falta de chuvas significativas e forte elevação das temperaturas do ar, favorecendo um acentuado déficit hídrico já na fase vegetativa principalmente em Marechal Cândido Rondon (Figura 1). window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Figura 1: Déficit hídrico e temperatura máxima para o período de 04 de fevereiro a 23 de março em Marechal Cândido Rondon (PR). Fonte: SISDAGRO. Na região de Ivaí, localizada no centro sul do Paraná, a data de semeadura média de milho foi semelhante ao observado na região de Marechal Cândido Rondon, ou seja, na primeira quinzena de fevereiro. No entanto, o comportamento do ambiente foi diferente. Embora os acumulados de chuva também tenham sido baixos, as temperaturas do ar foram mais amenas em Ivaí quando comparado ao oeste, favorecendo menores déficit hídricos. Entretanto, diante da previsão de tempo mais seco e das temperaturas em elevação nos próximos dias, há tendência de intensificação do déficit hídrico na região (Figura 2). Na região de Ivaí, localizada no centro sul do Paraná, a data de semeadura média de milho foi semelhante ao observado na região de Marechal Cândido Rondon, ou seja, na primeira quinzena de fevereiro. No entanto, o comportamento do ambiente foi diferente. Embora os acumulados de chuva também tenham sido baixos, as temperaturas do ar foram mais amenas em Ivaí quando comparado ao oeste, favorecendo menores déficit hídricos. Entretanto, diante da previsão de tempo mais seco e das temperaturas em elevação nos próximos dias, há tendência de intensificação do déficit hídrico na região (Figura 2). Figura 2: Déficit hídrico e temperatura máxima para o período de 10 de fevereiro a 23 de março de em Ivaí (PR). Fonte: SISDAGRO. Nas áreas mais ao norte, as semeaduras ainda estão sendo finalizadas, com maior intensificação no início do mês de março. As condições de cultivo no norte do Paraná têm se mostrado mais favoráveis ao desenvolvimento inicial da cultura, com chuvas mais frequentes, ainda que intercaladas com períodos de temperaturas mais elevadas, o que contribui de forma mais moderada para o aumento do déficit hídrico (Figura 3). Nas áreas mais ao norte, as semeaduras ainda estão sendo finalizadas, com maior intensificação no início do mês de março. As condições de cultivo no norte do Paraná têm se mostrado mais favoráveis ao desenvolvimento inicial da cultura, com chuvas mais frequentes, ainda que intercaladas com períodos de temperaturas mais elevadas, o que contribui de forma mais moderada para o aumento do déficit hídrico (Figura 3). Figura 3: Déficit hídrico e temperatura máxima para o período de 01 a 23 de março em Maringá (PR). Fonte: SISDAGRO.
As maiores perdas de produtividade no milho, em função da deficiência hídrica, ocorrem no período reprodutivo. Contudo, períodos de déficit hídrico durante a fase vegetativa também comprometem o desenvolvimento da cultura. Esses impactos se manifestam principalmente pelo menor alongamento do colmo, resultando em plantas mais baixas e com redução do índice de área foliar. Em algumas áreas com cultivo mais avançado, observa-se o encartuchamento das folhas, um mecanismo de defesa da planta para reduzir a perda de água. No entanto, quando essa condição persiste por vários dias, pode causar prejuízos fisiológicos, como a redução da transpiração e da entrada de CO₂, resultando em menor taxa fotossintética e crescimento mais lento. Consequentemente, há impacto em componentes de rendimento, como a redução do número de fileiras de grãos por espiga e do tamanho da espiga. Previsão de Tempo A previsão do tempo para os próximos dias indica irregularidade na distribuição das chuvas no estado do Paraná. Os maiores acumulados são esperados de forma localizada nas regiões norte e centro-oriental do estado, com volumes variando entre 20 e 40 mm. Nas demais áreas do Paraná, os acumulados previstos são baixos, com valores entre 3 e 10 mm. Quanto às temperaturas, são previstas máximas acima de 30 °C até, pelo menos, a próxima segunda-feira (23) – Confira!. Esse cenário de baixos volumes e má distribuição das chuvas associado a temperaturas elevadas contribui para a manutenção do déficit hídrico nos próximos dias, especialmente nas regiões centrais e oeste do estado, aumentando o risco de perdas de produtividade. Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região, recomendando-se o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas do INMET, bem como o monitoramento das condições de umidade do solo, a fim de subsidiar a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar o planejamento das operações de campo. Fonte: INMET
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ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago PereiraQuer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
Por: Redação
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