A movimentação do ex-presidente Jair Bolsonaro para formar uma chapa exclusivamente do PL ao Senado em Santa Catarina provocou reação pública do senador Ciro Nogueira no sábado (21.fev.2026). Presidente do PP, publicou nas redes sociais: “Nós do Progressistas somos do tempo em que acreditamos em palavra”, ao compartilhar reportagem segundo a qual a deputada Caroline de Toni teria pedido uma carta de Bolsonaro como condição para permanecer no partido.
A decisão altera o arranjo que havia sido costurado anteriormente. A direção do PL comunicou que os 2 nomes apoiados pela legenda para a disputa em Santa Catarina seriam os do vereador Carlos Bolsonaro e do senador Esperidião Amin, do PP. De Toni foi informada de que ficaria fora da composição e chegou a anunciar a saída do partido.
A deputada negociava filiação ao Novo com o objetivo de concorrer ao Senado, movimento que poderia fragmentar o eleitorado alinhado ao bolsonarismo no Estado. Aliados afirmam que a mudança de posição ocorreu após nova avaliação interna. Pesquisas teriam indicado De Toni em melhor colocação do que Amin, o que levou Bolsonaro a defender uma chapa “pura”, só com integrantes do PL.
A escolha também contou com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que prefere o nome da deputada na disputa. A influência dela pesou na decisão final, segundo relatos de aliados.
A definição abriu divergência na direita catarinense. O governador Jorginho Mello, que buscará a reeleição, defendia a manutenção da aliança com Amin, considerado aliado fiel do grupo no Estado. Ao optar por uma composição restrita ao PL, Bolsonaro contrariou a preferência do governador.
Nos últimos dias, o ex-presidente tem discutido a montagem de uma lista inicial de pré-candidatos ao Senado em diferentes Estados. Em Santa Catarina, a escolha por De Toni consolida a estratégia de priorizar nomes com maior desempenho nas pesquisas e reforça a presença do partido na disputa de 2026, mesmo com o custo político de tensionar a relação com aliados tradicionais.





