• Segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial; saiba o que muda agora

A Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial conforme nota oficial. Entenda a desistência da cooperativa e o plano para quitar dívida de R$ 1 bilhão.

Em nota oficial, a Mothes Advogados confirma a desistência da tutela cautelar pela cooperativa mais antiga do Brasil; mudança estratégica visa a reestruturação direta de dívida bilionária e a preservação do ato cooperativo com os associados A Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial e formaliza sua desistência da tutela cautelar que tramitava na Justiça gaúcha. A confirmação veio por meio de uma nota oficial emitida pela Mothes Advogados, escritório que representa a cooperativa agropecuária mais antiga do Brasil. O comunicado marca um ponto de inflexão na estratégia da entidade de Ibirubá (RS), que agora busca caminhos alternativos para sanear um passivo superior a R$ 1 bilhão. No documento, o escritório jurídico destaca que a decisão partiu da própria diretoria da cooperativa. Segundo a nota, os advogados respeitam integralmente a deliberação e mantêm a confiança na viabilidade econômica da instituição, reforçando que a parceria entre a banca jurídica e a Cotribá segue ativa para desafios futuros.
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    O que diz a nota da Mothes Advogados De acordo com o sócio-fundador do escritório, Paulo Mothes, a relevância da cooperativa para as cadeias produtivas do Rio Grande do Sul é inquestionável. A nota oficial enfatiza que, apesar das “adversidades conjunturais”, existem condições concretas para uma plena recuperação nos próximos anos. “Pela relação construída ao longo de quase duas décadas, seguiremos apoiando sempre”, afirmou Mothes no comunicado. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A decisão de que a Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial ocorre em um cenário de alta pressão. Com dívidas acumuladas que atingem cifras bilionárias — sendo R$ 400 milhões com vencimento imediato — a cooperativa estava sob proteção de uma liminar inédita que impedia o bloqueio de ativos por 31 instituições financeiras. Ao desistir da medida judicial, a Cotribá sinaliza que pretende resolver o impasse financeiro fora dos tribunais, possivelmente através de aportes externos. Desafios logísticos e ambientais no radar Enquanto a Cotribá interrompe processo de Recuperação Judicial no âmbito jurídico, a operação em campo enfrenta obstáculos severos. A unidade de Arroio Grande, impactada por incêndios recentes em silos, tornou-se um ponto crítico. Além dos danos estruturais, o incidente gerou um aumento de até 30% na procura por atendimentos médicos na região devido à fumaça, resultando em denúncias da prefeitura local à Fepam e ao Ministério Público. A administração confirmou que o armazém de Arroio Grande está em processo de venda, uma medida necessária para gerar liquidez. A crise também afetou o abastecimento: supermercados da rede registraram gôndolas vazias e a fábrica de rações opera com capacidade reduzida devido à escassez de milho e soja. Investimento bilionário é a aposta para o futuro O movimento estratégico de desistência do processo judicial ganha sentido diante da negociação com um investidor norte-americano. A expectativa é de uma injeção de R$ 1,9 bilhão, valor que cobriria o endividamento e permitiria a modernização das 32 unidades da cooperativa. Ao reafirmar o compromisso com os mais de 9,5 mil associados, a Cotribá busca preservar o chamado “ato cooperativo”. O objetivo é garantir que os produtores rurais não sejam prejudicados e que os mil empregos diretos sejam mantidos, apostando na força da marca fundada em 1911 para superar esta que é a maior crise financeira de sua história. Escrito por Compre Rural VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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