• Sábado, 11 de abril de 2026

Cruzeiro na Libertadores: Fabrício relembra gol contra o Boca e alerta sobre ‘catimba’

Ex-volante falou com exclusividade à Itatiaia e definiu qual foi o jogo mais marcante de sua carreira na competição continental

Rival do Cruzeiro no Grupo D da Copa Libertadores, o Boca Juniors foi protagonista do jogo mais marcante da trajetória de Fabrício na competição. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, o ex-volante relembrou o duelo de 2008, no Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, quando marcou o gol celeste na derrota por 2 a 1, no jogo de ida das oitavas de final.

Apesar do bom desempenho fora de casa, a Raposa acabou eliminada após novo revés pelo mesmo placar no Mineirão.

Fabrício destacou a atmosfera do estádio argentino como um diferencial e classificou a experiência como inesquecível, não apenas pelo Cruzeiro, mas em toda sua carreira na Libertadores, que também teve passagens por Corinthians e São Paulo.

“Com certeza foi a primeira vez que eu fui jogar na Bombonera. Foi em 2008 e, inclusive, eu fiz um gol lá. Foi muito bacana. A atmosfera é tudo, é muito nostálgico você jogar lá, contra um dos maiores vencedores da Libertadores, que é o Boca Juniors. O time jogou muito bem. É aquele espírito de Libertadores: caldeirão, intensidade, jogo grande. Para mim, foi inesquecível”, afirmou.

De volta à competição após sete anos, o Cruzeiro vive um momento de instabilidade no Brasileirão, o que gera expectativas divididas entre empolgação e cautela. Para Fabrício, o torneio continental pode ser justamente o ponto de virada da equipe na temporada.

“O jogador vai meio desconfiado porque não está tão bem no Brasileiro, mas tem que virar a chave. A Libertadores é outra competição e pode dar confiança para o Cruzeiro”, avaliou.

O ex-volante também fez um alerta sobre as dificuldades típicas do torneio, especialmente em jogos contra equipes argentinas, destacando fatores além da parte técnica.

“É a principal competição da América do Sul, a mais difícil, com muitas particularidades: jogo fora, catimba… os argentinos sabem jogar. Eles cadenciam, têm uma leitura diferente, usam muito a catimba. A arbitragem, geralmente, também é contra. Eles conversam entre eles e não deixam o brasileiro participar. Tem toda uma atmosfera, um clima diferente. Tem que saber jogar com intensidade e raça”, explicou.

Por fim, Fabrício ressaltou o impacto que uma vitória pode ter no desempenho ao longo da temporada.

“Ganhando um jogo desse, isso te dá confiança, principalmente para retomar no Campeonato Brasileiro”, concluiu.

O Cruzeiro está de volta à Copa Libertadores após um período de sete anos. O time está no Grupo D, considerado o mais difícil do torneio, ao lado de Barcelona-EQU, Boca Juniors-ARG e Universidad Católica-CHI. Veja os compromissos:

Por: Redação

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