O deputado estadual por São Paulo Guto Zacarias (Missão) declarou neste sábado (4.abr.2026) que pensou na “hipótese absurda” de aborto junto com a ex-namorada, Giovana Pereira. Afirmou, porém, que esse “pensamento pecador” passou em poucas horas e que hoje “graças a Deus” eles são pais de uma menina de 1 ano.
“Eu já pedi perdão para a família da Giovana e já pedi perdão para a Giovana também porque eu me envergonho”, declarou Guto.
Em vídeo publicado em seu perfil no Instagram ao lado de Giovana, Guto disse que eles “tomaram a decisão correta” de ter a filha e ele não forçou a ex-namorada a realizar um aborto.
Assista (5min45s):
Giovana disse no vídeo que “nunca foi forçada” a nada pelo então namorado e que se arrependeu do boletim de ocorrência feito à época em que estava grávida e já pediu o arquivamento do caso. Ela afirmou ter sido “mal instruída por um advogado”.
“Houve uma briga, uma instabilidade, atravessei um período difícil e fui orientada por um advogado. Agi por impulso”, declarou Giovana.
Segundo Guto, as acusações são perseguição política em ano eleitoral. “A baixaria em ano eleitoral começou. O nosso crescimento em direção à Câmara dos Deputados está incomodando muita gente”, declarou.
A Bancada Feminista do Psol protocolou um requerimento de cassação do mandato do deputado estadual por quebra de decoro. O documento foi entregue ao Conselho de Ética da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) na 5ª feira (2.abr.2026).
O Ministério Público apresentou uma denúncia formal contra Guto em julho de 2025 e enquadrou o caso na Lei Maria da Penha. Segundo a denúncia, ele teria pressionado a ex-namorada a realizar um aborto e teria praticado violência psicológica contra ela.
Segundo a denúncia, de 2024 ao início de 2025, depois do fim do relacionamento, Guto teria passado a enviar mensagens e áudios tentando influenciar a decisão de Giovana. Ele também teria sugerido o uso de clínicas clandestinas insistindo para que a gravidez fosse interrompida.





