• Segunda-feira, 30 de março de 2026

EUA têm mais de 50 mil soldados no Oriente Médio

Cerca de 2.500 fuzileiros navais chegaram à região e outros 2.500 marinheiros estão a caminho.

Os Estados Unidos mantêm atualmente mais de 50.000 militares no Oriente Médio. O número representa cerca de 10.000 soldados a mais em relação ao contingente habitual na região. O reforço aumenta a pressão norte-americana pela abertura do estreito de Ormuz e por uma ofensiva militar terrestre no Irã.

De acordo com o jornal norte-americano New York Times, 2.500 fuzileiros navais chegaram à região neste domingo (29.mar.2026) e outros 2.500 marinheiros estão a caminho.

A passagem marítima é vital para o comércio global, concentrando 20% do tráfego de petróleo mundial. O estreito foi parcialmente fechado por forças iranianas em retaliação a ações militares de Washington e de Israel contra o país persa. Autoridades dos EUA afirmam que o presidente Donald Trump (Partido Republicano) avalia ataques de maior escala.

Entre as possibilidades analisadas está a tomada de territórios ou ilhas iranianas. Na semana passada, o Pentágono enviou 2.000 paraquedistas da 82ª Divisão Aerotransportada. Será usado para ocupar a ilha de Kharg, importante centro de exportação de petróleo do Irã.

O balanço de 50.000 soldados não inclui os 4.500 militares a bordo do porta-aviões USS Gerald Ford. A embarcação deixou a região em 23 de março depois de problemas técnicos, incluindo um incêndio na lavanderia. O navio passou por Creta e chegou à Croácia na última 6ª feira (27.mar.2026), quando Trump disse em sua rede social que a operação militar no Irã estava indo bem.

Especialistas alertam que, apesar do aumento, o contingente é insuficiente para uma invasão terrestre de grande porte. O número é pequeno se comparado aos 250.000 soldados usados na invasão do Iraque em 2003 ou aos 300.000 mobilizados por Israel na Faixa de Gaza.

O Irã tem cerca de 93 milhões de habitantes e um território extenso. Segundo analistas militares, controlar um país com essa complexidade e poderio bélico seria improvável com apenas 50.000 integrantes das Forças Armadas, muitos dos quais estão baseados em navios.

Por: Poder360

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