• Segunda-feira, 2 de março de 2026

Fim das chuvas exige reação imediata contra carrapato para evitar pico parasitário no outono

Controle estratégico no fim das águas pode evitar explosão populacional de carrapatos, perdas produtivas e aumento de custos na próxima estação

Controle estratégico no fim das águas pode evitar explosão populacional de carrapatos, perdas produtivas e aumento de custos na próxima estação Com o avanço de fevereiro e a transição para março, o período chuvoso começa a se despedir em grande parte das regiões produtoras do Brasil. No entanto, no pasto, o problema ainda está longe de acabar. A pressão de carrapatos na pecuária brasileira permanece elevada e exige atenção imediata dos pecuaristas, especialmente neste momento considerado decisivo para evitar um pico parasitário no outono. Especialistas alertam que a reta final das chuvas representa uma janela estratégica de intervenção. Agir agora pode significar menor carga parasitária nas próximas semanas, menos perdas produtivas e redução de gastos com tratamentos emergenciais.
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  • Carrapato: Clima favorável acelera o ciclo do parasita O calor e a umidade típicos do verão criam as condições ideais para a multiplicação do principal ectoparasita da bovinocultura brasileira: o Rhipicephalus microplus. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});De acordo com informações técnicas amplamente divulgadas pela Embrapa, em condições ambientais favoráveis, o ciclo do carrapato pode ser concluído em cerca de 21 dias. Isso significa que as gerações que estão se formando agora, ainda sob influência de temperatura elevada e umidade residual, podem impactar diretamente os índices de infestação de março e abril. Na prática, o que parece um problema “controlado” no animal pode esconder uma população significativa em desenvolvimento na pastagem. E é justamente essa dinâmica silenciosa que preocupa técnicos e pesquisadores. Impacto direto no desempenho do rebanho A presença de carrapatos vai muito além da irritação aparente. Estresse, queda no ganho de peso, redução na produção de leite e piora na conversão alimentar são consequências comuns quando a infestação não é controlada adequadamente. Além disso, o parasita atua como vetor de agentes causadores da chamada Tristeza Parasitária Bovina (TPB), enfermidade que pode levar a quadros graves e até à morte de animais, elevando substancialmente os prejuízos econômicos da propriedade. Em sistemas de produção mais intensivos, qualquer oscilação no desempenho compromete margens, planejamento e previsibilidade financeira. Decisão agora define o cenário do outono Segundo Fernando Dambrós, gerente de produtos antiparasitários (endo e ecto) da Ourofino Saúde Animal, o erro mais comum é associar o problema apenas ao auge das chuvas. Ele explica que as últimas gerações formadas no período chuvoso são justamente as responsáveis por sustentar a infestação no início do outono. Se o controle não for realizado neste momento, o produtor pode iniciar a próxima estação já com alta carga parasitária estabelecida na pastagem, tornando o manejo mais complexo e oneroso. O controle estratégico difere do controle reativo — aquele realizado apenas quando a infestação já é visível no animal. Como o carrapato possui parte do ciclo no ambiente e parte no hospedeiro, mesmo uma baixa presença aparente pode indicar alta pressão parasitária na área. Por isso, o manejo deve considerar:
  • Ciclo biológico do parasita
  • Histórico sanitário da propriedade
  • Nível de infestação regional
  • Planejamento de aplicações
  • Agir na reta final do período chuvoso é uma forma de reduzir o pico que, tradicionalmente, aparece semanas depois. Resistência: um risco crescente no campo Outro ponto crítico é o avanço da resistência aos princípios ativos. Pesquisadores e instituições técnicas vêm alertando para o risco de seleção de parasitas resistentes em decorrência de:
  • Subdosagens
  • Intervalos inadequados
  • Aplicações mal programadas
  • Uso repetitivo da mesma molécula sem critério técnico
  • O uso correto das tecnologias disponíveis é essencial não apenas para garantir eficiência imediata, mas também para preservar as ferramentas de controle no longo prazo. Tecnologia nacional no combate aos ectoparasitas Dentro desse cenário, a Ourofino Saúde Animal destaca o NexLaner, primeiro ectoparasiticida à base de fluralaner desenvolvido por uma empresa brasileira. A molécula, reconhecida internacionalmente pela alta eficácia no controle de carrapatos, passa a contar com formulação nacional, ampliando o acesso do produtor a uma alternativa estratégica no manejo sanitário. Com menor período de carência e alta performance, a solução contribui para alinhar:
  • Eficiência sanitária
  • Planejamento produtivo
  • Segurança no manejo
  • Redução de perdas econômicas
  • Especialmente na transição entre estações, quando o risco de explosão populacional do parasita é maior. Manejo inteligente começa antes do problema aparecer Para o pecuarista, a mensagem é clara: o fim das chuvas não significa o fim do risco. Pelo contrário, este é o momento de agir com planejamento para evitar que a pressão parasitária se consolide no outono.
    Por: Redação

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