• Domingo, 12 de abril de 2026

Gilmar Mendes defende indicação de Messias ao STF: ‘Críticas são vazias’

Decano do Supremo Tribunal Federal afirmou que o atual advogado-geral da União possui um currículo qualificado para o cargo de ministro

O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, defendeu a indicação de Jorge Messias para uma vaga na Corte. Em uma publicação nas redes sociais, neste domingo (12), o magistrado afirmou que o advogado-geral da União é alvo de “críticas vazias e apressadas” por parte da imprensa.

Messias foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a cadeira deixada vaga com a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. Segundo Gilmar Mendes, o escolhido do petista possui um currículo qualificado, “marcado por vasta experiência na administração pública e sólida formação acadêmica”.

“Ao longo de sua trajetória no serviço público, Jorge Messias exerceu funções de elevada responsabilidade, destacando-se sempre pela atuação técnica, pelo respeito à separação dos Poderes e pelo perfil conciliador. À frente da AGU, desempenhou papel relevante na defesa da soberania nacional, no enfrentamento do tarifaço imposto aos produtos brasileiros”, disse.

O decano ainda afirmou que a atuação de Messias no Supremo para a responsabilização de Big Techs por publicações nas redes sociais foi “fundamental”. “Essas credenciais evidenciam que Jorge Messias está à altura do cargo e reúne condições para exercer a magistratura com equilíbrio, responsabilidade e elevado senso institucional. O Senado saberá analisar seus múltiplos atributos”, completou.

Messias foi indicado ao STF ainda em novembro de 2025, mas até o momento não passou pelo crivo do Senado para ocupar o cargo. A indicação foi segurada pelo presidente da Casa Alta, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que defendia a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para o Supremo.

Na quinta-feira (9), a indicação do AGU foi destravada por Alcolumbre. O relatório do senador Weverton Rocha (PDT-MA) deve ser lido na sessão do dia 15 de abril, enquanto a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi marcada para o dia 29 de abril. A votação em Plenário também deve ocorrer no final do mês, seguindo o rito das últimas indicações. Messias precisa de pelo menos 41 votos para ser aprovado.

Por: Redação

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