Estudo publicado na revista médica The Lancet Global Health na 4ª feira (18.fev.2026) afirma que 75.000 palestinos morreram de forma violenta na Faixa de Gaza de outubro de 2023 a janeiro de 2025 com os ataques israelenses à região na guerra contra o grupo extremista Hamas. É mais do que os 49.000 mortos que o Ministério da Saúde de Gaza estimava para o período.
O levantamento afirma que era preciso ter uma estimativa “independente”. Motivo: havia ceticismo sobre os dados do Ministério da Saúde de Gaza.
O estudo foi feito pelo Palestinian Center for Policy and Survey Research, dirigido pelo pesquisador palestino Khalil Shikaki, que realiza pesquisas de opinião pública na Cisjordânia e em Gaza há décadas. O autor principal é Michael Spagat, professor da Royal Holloway, Universidade de Londres.
O trabalho envolveu entrevistas com 2.000 famílias palestinas de 30 de dezembro de 2024 a 5 de janeiro de 2025. O questionário pediu que os entrevistados listassem indivíduos de sua família imediata que foram mortos. “Calculamos estimativas de mortalidade como somas ponderadas. Cada indivíduo na amostra recebeu um peso representando o número de pessoas na Faixa de Gaza que eles representam”, disseram os autores.
De acordo com a pesquisa, mulheres, crianças e idosos representaram cerca de 56,2% das mortes violentas de 7 de outubro de 2023 a 5 janeiro de 2025.
Durante os primeiros 15 meses da guerra em Gaza, também houve cerca de 16.300 mortes não violentas, causadas por doenças, condições pré-existentes, acidentes ou outras causas não relacionadas diretamente ao conflito, de acordo com os pesquisadores. Essas são separadas das 75.200 mortes violentas estimadas no mesmo período.
“As evidências combinadas sugerem que, em 5 de janeiro de 2025, 3% a 4% da população da Faixa de Gaza havia sido morta violentamente e houve um número substancial de mortes não violentas causadas indiretamente pelo conflito”, segundo os autores do estudo.
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