• Sexta-feira, 6 de março de 2026

Invasão terrestre do Irã seria “perda de tempo”, diz Trump

Declaração do republicano vem após o chanceler iraniano dizer que o país está preparado para o envio de tropas terrestres.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), disse que uma invasão do Irã por tropas terrestres seria “uma perda de tempo”.

As declarações, feitas em entrevista por telefone à NBC News na 5ª feira (5.mar.2026), foram uma resposta ao ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi. Araghchi disse à emissora que seu país estava preparado para uma eventual invasão terrestre de forças norte-americanas e israelenses.

Trump qualificou o comentário de Araghchi como “sem sentido” e sugeriu que o envio de tropas terrestres ao país persa não é uma opção para os EUA neste momento. E acrescentou que o ritmo e a intensidade dos ataques aéreos continuarão.

“É perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a Marinha. Perderam tudo o que podiam perder”, afirmou.

Na 5ª feira (5.mar), o Comando Central dos Estados Unidos anunciou ter atacado um navio porta-drones do Irã. Em publicação no X, os militares norte-americanos disseram que “não poupam esforços na missão de afundar toda a Marinha iraniana”.

Os militares dos Estados Unidos disseram já ter afundado mais de 30 navios iranianos desde o início da ofensiva conjunta com Israel contra o Irã, iniciada no último sábado (28.fev).

Segundo Brad Cooper, chefe do Comando Central responsável pelas forças norte-americanas no Oriente Médio, mais de 50.000 soldados, 200 caças, 2 porta-aviões e bombardeiros dos EUA estão participando dos combates contra o Irã.

Os EUA e Israel lançaram a operação militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Leia mais sobre o ataque de Israel e dos EUA ao Irã:

 

Por: Poder360

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