• Domingo, 12 de abril de 2026

Irã ameaça cancelar acordo de cessar-fogo se Israel continuar com ataques no Líbano

Mesmo com o cessar-fogo, Israel continua bombardeando o Líbano

O governo do Irã informou, à agência Tasnim, que cancelará o acordo de cessar-fogo com os Estados Unidos se Israel não parar de atacar o Líbano.

"A cessação da guerra em todas as frentes, inclusive contra a heroica resistência islâmica no Líbano, foi aceita pelos Estados Unidos no plano de cessar-fogo de duas semanas, mas o regime sionista realizou ataques brutais contra o Líbano desde esta manhã, em clara violação do cessar-fogo", disse a fonte à agência.

Agências internacionais noticiaram nessa terça-feira (7) que o cessar-fogo incluía o Líbano. Já nesta quarta-feira (8), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmaram que o país não fazia parte do acordo.

A fonte afirmou, ainda, que enquanto o governo avalia a saída do acordo, as forças armadas do país "estão definindo alvos para responder às agressões" desta quarta-feira (8) contra o Líbano.

"Se os Estados Unidos não conseguirem controlar seu cão feroz na região, o Irã os ajudará excepcionalmente nesse sentido! E com força", finalizou a fonte.

Mesmo após o cessar-fogo acordado com o Irã, Israel realizou bombardeios ao sul do Líbano nesta quinta-feira (8). Nesta manhã, moradores de Tiro, cidade no sul do país, foram orientados a deixarem suas casas e se deslocarem ao norte do rio Zahrani.

O Hezbollah, alvo de Israel no país, havia interrompido os ataques contra o norte de Israel e contra tropas israelenses como parte do cessar-fogo, disseram fontes libanesas à agência Reuters.

anúncio do cessar-fogo foi feito inicialmente por Trump em sua rede social, Truth Social, onde o presidente americano detalhou que a interrupção das operações ofensivas está condicionada à garantia da República Islâmica de uma abertura completa, imediata e segura do Esreto de Ormuz.

O presidente dos EUA ressaltou que a medida estabelece um cessar-fogo bilateral, justificando a pausa pela conclusão bem-sucedida dos objetivos militares preliminares. Segundo o mandatário, o cenário atual permite um progresso significativo em direção a um acordo definitivo que vise a paz de longo prazo entre as nações envolvidas e a estabilidade na região do Oriente Médio.

proposta de suspensão das hostilidades teria sido motivada, em parte, por apelos diretos das lideranças do Paquistão, que solicitaram a contenção do envio de forças destrutivas ao território iraniano para evitar uma escalada ainda maior do conflito iniciado no final de fevereiro.

Por: Redação

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