• Domingo, 5 de abril de 2026

Irã permitiu a travessia de 15 navios no estreito de Ormuz

Segundo agência de notícias semioficial iraniana Fars, o país deixou embarcações passarem após bloqueio parcial do canal.

O Irã permitiu a travessia de 15 embarcações pelo estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, conforme informações da agência de notícias iraniana semioficial Fars divulgadas neste domingo (5.abr.2026). A passagem marítima é responsável pelo tráfego de aproximadamente 20% do petróleo mundial, além de gás natural e ureia. 

O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), publicou em suas redes sociais neste domingo (5.abr.2026) a mensagem “Terça-feira, 20h (horário do leste do EUA)”, ampliando o prazo para que o Irã reabra o estreito.

No sábado (4.abr.2026), o presidente norte-americano declarou que o país persa teria 48 horas para reabrir a área. Trump afirmou que o “inferno” cairá sobre o Irã caso o estreito não seja reaberto. O presidente também declarou que o tempo para um acordo está se “esgotando”.

O Irã bloqueou a passagem em retaliação aos ataques conjuntos de EUA e Israel ao seu território, iniciados em 28 de fevereiro.

O cenário causou impactos na cadeia global de energia. O fechamento provocou aumento do preço do barril, pressionou a inflação global e afetou mercados internacionais. Para Trump, a situação adiciona tensão política interna, com as eleições de meio de mandato –importantes para definir o controle do Congresso e testar sua influência política– se aproximando. O pleito será em 5 de novembro.

Desde o início dos ataques conjuntos com Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, Washington tem pressionado aliados e outros países a contribuir com a segurança da navegação no estreito de Ormuz, controlado pelo regime iraniano. A guerra já deixou milhares de mortes e provocou forte instabilidade nos mercados globais.

Apesar da pressão, líderes europeus sinalizam cautela. Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Holanda, Japão e Canadá afirmaram, em nota conjunta divulgada em 19 de março que pretendem cooperar para garantir a passagem segura na região, mas condicionam qualquer ação ao fim das hostilidades. Com exceção do Japão, todos os demais países que assinam a nota integram a Otan. O chanceler alemão, Friedrich Merz, disse que a medida depende da cessação dos combates.

Por: Poder360

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