• Sexta-feira, 6 de março de 2026

Israel destrói bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei

Forças Armadas israelenses afirmam que instalação militar pertencia ao líder supremo do Irã e segue em uso.

As IDF (Forças Armadas de Israel) anunciaram nesta 6ª feira (6.mar.2026) a destruição de um bunker militar subterrâneo em Teerã, capital do Irã. A instalação pertencia ao aiatolá Ali Khamenei, líder supremo iraniano morto no conflito com Israel e Estados Unidos. Segundo as IDF, o local continua sendo utilizado por autoridades iranianas de alto escalão.

Cinquenta caças da Força Aérea de Israel participaram da operação contra o bunker subterrâneo na capital iraniana, conforme informações da agência Reuters. As Forças Armadas israelenses afirmaram ter conduzido um “longo processo de coleta de inteligência e pesquisa” antes de executar o ataque contra a instalação militar.

A operação se dá no contexto de uma série de ataques iniciados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. As tensões entre os países se intensificaram por causa do programa nuclear iraniano. A ação militar conjunta das duas nações começou no sábado (28.fev.2026).

Os EUA e Israel lançaram a operação militar conjunta contra o Irã no sábado (28.fev). No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.

Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.

Desde o início do conflito, o Irã já atacou ao menos 14 países em retaliação à morte de Khamenei, incluindo vizinhos árabes aliados dos EUA como Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein e Kuwait.

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã havia dito à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.

Por: Poder360

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