A primeira-dama Janja Lula da Silva participou de compromissos da Organização das Nações Unidas em Nova York, em março de 2026, em sua principal agenda internacional do ano até agora. Com a viagem, somou 170 dias fora do Brasil desde 2023, quando passou a integrar a rotina do Palácio do Planalto ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo levantamento do Poder360, foram 13 dias no exterior em 2026, distribuídos em 3 viagens: Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos.

A ida aos Estados Unidos, de 8 a 13 de março, teve como objetivo participar da 70ª sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher (CSW), ligada à ONU. Janja integrou a missão brasileira e participou de eventos voltados a pautas sociais e de gênero, além de acompanhar parte da agenda presidencial.
A 6 meses das eleições de 2026, que serão realizadas em 4 de outubro, as pautas relacionadas a mulheres têm dominado a agenda da primeira-dama. Em 6 meses –de 4 de outubro de 2025 a 4 de abril de 2026–, participou de 31 compromissos ligados ao tema.
Janja foi apontada como uma das principais articuladoras de ações como o Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. O tema é considerado prioritário pelo governo, sobretudo em ano eleitoral: segundo o Tribunal Superior Eleitoral, em abril, 53% do eleitorado brasileiro é composto por mulheres.
Antes de Nova York, a primeira-dama esteve na Ásia por 8 dias, de 17 a 25 de fevereiro. A viagem incluiu participação no Fórum Empresarial Brasil-Coreia e compromissos em Abu Dhabi.
Na Coreia do Sul, cumpriu uma agenda de compromissos paralela à de Lula. Chegou ao país em 19 de fevereiro, 3 dias antes do petista. Lá, participou de eventos como um encontro com influenciadores brasileiros que vivem na Coreia e se encontrou com a primeira-dama Kim Hea-Kyung.
Segundo a metodologia do levantamento, é contabilizado 1 dia sempre que a primeira-dama permanece mais de 12 horas fora do país, seja no embarque ou no desembarque.
Apesar de não ocupar cargo público, Janja tem participado de eventos internacionais com caráter representativo e diplomático.
No total, são 3 viagens, 13 dias fora do Brasil e 3 países visitados neste ano. Eis as viagens da primeira-dama em 2026 até agora:

A agenda em Nova York reforça o papel da primeira-dama em fóruns multilaterais, especialmente em pautas sociais. Em anos anteriores, Janja já havia participado de eventos da ONU na cidade, incluindo debates sobre combate à fome, liderança feminina e proteção à infância.
A atuação é alvo recorrente de críticas por parte da oposição, sobretudo por ela não ocupar cargo formal no governo.
Em 2024, a Advocacia Geral da União publicou norma reconhecendo que o companheiro ou companheira do presidente pode exercer atividades de caráter simbólico, social, cultural e diplomático. O texto afirma que a função tem “natureza jurídica própria”, o que permite a participação em missões como a da ONU.
Desde o início do 3º mandato de Lula, Janja mantém presença frequente em viagens internacionais, em geral acompanhando o presidente ou participando de compromissos paralelos.
Em 2026, o padrão se mantém, com foco em eventos multilaterais — com destaque para a participação na ONU, principal compromisso internacional da primeira-dama no ano até agora.





