O Japão criará um sistema de autorização eletrônica de viagem para visitantes de 74 países e regiões atualmente isentos de visto para turismo e estadias de curto prazo. O governo apresentará o projeto de lei de reforma imigratória ao Parlamento para que a medida passe a valer a partir do ano fiscal de 2028.
As informações foram divulgadas pelo jornal japonês Nikkei no sábado (21.fev.2026).
O novo sistema exigirá que visitantes informem online ocupação, propósito da viagem e local de hospedagem antes de embarcar para o Japão. A Agência de Serviços de Imigração verificará os dados e cobrará uma taxa pelo serviço. O Brasil está incluído na lista de países afetados.
O modelo é inspirado no ESTA (Sistema Eletrônico de Autorização de Viagem), dos Estados Unidos. O objetivo é prevenir permanências ilegais e impedir a entrada de pessoas com antecedentes criminais.
Companhias aéreas, empresas de navegação e outros operadores de transporte deverão negar embarque a viajantes sem autorização. No check-in, dados pessoais —como nome do estrangeiro— serão compartilhados com a agência de imigração. Passagens e demais documentos só serão emitidos após a confirmação da autorização.
Na chegada, os viajantes deverão registrar foto e impressões digitais em terminais de imigração. Se não houver restrições, poderão seguir por portões automatizados com reconhecimento facial. A expectativa é reduzir o tempo de espera nos postos de controle.
As emendas também elevam o teto das taxas para renovação de status de residência. O limite será de 100.000 ienes (R$ 3.340). Para autorização de residência permanente, o teto chegará a 300.000 ienes (R$ 10.020).
Atualmente, a taxa para renovação de status de residência é de 6.000 ienes (R$ 200), quando o pedido é feito presencialmente.
A proposta é apresentada em meio ao aumento do sentimento anti-imigração no Japão. Partidos políticos têm ampliado apoio com discursos favoráveis a controles fronteiriços mais rigorosos.
O país enfrenta envelhecimento populacional e redução da força de trabalho. Autoridades reconhecem a necessidade de mão de obra estrangeira para sustentar a economia, mas mantêm cautela quanto à ampliação de canais permanentes de imigração.





