• Sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Lula diz que ter poucos ministérios indica governo menos eficiente

Presidente rebate críticas sobre tamanho da Esplanada, mesmo com debate sobre Ministério da Segurança Pública acalmado. Leia mais no Poder360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu críticas sobre a quantidade de ministérios de seu governo e afirmou, nesta 3ª feira (20.jan.2026), que administrações com poucas pastas acabam sendo menos eficientes, já que não conseguem abarcar os diferentes setores da sociedade. O petista tem 38 ministérios.

Alguém dizia que, quanto menos ministério você tem, menos gasto você tem. Eu vou dizer: quanto menos ministério você tem, mais incompetente você é, porque você precisa colocar os movimentos da sociedade brasileira”, discursou em evento em Rio Grande (RS).

Segundo Lula, a manutenção de ministérios permite que temas como cultura, mulheres, povos indígenas e igualdade racial, sejam tratados de forma mais direta e organizada. O petista citou o exemplo do Ministério da Pesca, que na gestão anterior estava subordinado à Agricultura. “Se você não cria as pastas, certas áreas da sociedade ficam sem representação”, disse.

No fim de 2025, o presidente disse que pretendia criar o 39º ministério, voltado à Segurança Pública. Seria o desmembramento do Ministério da Justiça. Para isso, Lula teria que editar uma MP (medida provisória) que precisaria ser aprovada pelo Congresso. A pressão de parte da base aliada pela criação da nova pasta arrefeceu nas últimas semanas. O ministério não deve ser oficializado neste ano e deve ser tratado como proposta da campanha petista à reeleição.

Ainda no evento, Lula questionou a ausência de ministérios voltados para mulheres no governo de Jair Bolsonaro (PL). Disse que elas representam 52% da população e ainda sofrem com violência de gênero.

Por isso, afirmou que cada ministro deve abordar o tema da violência contra a mulher em seus discursos. O petista reforçou que o combate ao feminicídio é responsabilidade dos homens, destacando a necessidade de mudança de comportamento.

As declarações foram feitas durante evento em Rio Grande (RS), no qual Lula participou da assinatura de contratos do programa Mar Aberto.

O presidente participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à indústria naval e offshore brasileira. O evento foi realizado no estaleiro Ecovix, no porto de Rio Grande (RS).

Os contratos estabelecem a construção de 5 navios gaseiros, 18 empurradores, 18 barcaças e acompanhamento da construção de navios Handymax, em um investimento total de R$ 2,8 bilhões. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também acompanha a cerimônia.

Assista: 

De acordo com a Petrobras, todas as embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de 3 Estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense vai construir os 18 empurradores.

Também foi anunciado o contrato de adesão do TUP (Terminal de Uso Privado), vinculado ao projeto da nova fábrica de celulose da CMPC, que integra o Projeto Natureza e estabelece investimento de R$ 24 bilhões.

Segundo o governo federal, o empreendimento é considerado estratégico para o fortalecimento da infraestrutura logística e para o escoamento da produção para exportação.

O TUP será implantado no complexo portuário de Rio Grande e contará com capacidade de movimentação de até 9 milhões de toneladas por ano no 11º ano de operação, sendo 4,5 milhões de toneladas na descarga de barcaças e 4,5 milhões no carregamento de navios.

Além de Lula e Costa Filho, participaram da cerimônia de assinaturas a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.

Por: Poder360

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