O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta 3ª feira (27.jan.2026). A ligação durou cerca de uma hora. Os 2 líderes trataram da proposta de Conselho da Paz de Donald Trump e também da situação na Venezuela.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula e Macron defenderam o fortalecimento da ONU, muito criticada pelo norte-americano, e que “iniciativas em matéria de paz e segurança” devem estar de acordo com o Conselho de Segurança da organização e com a Carta da ONU.
O governo brasileiro ainda não informou se aceitou ou não o convite de Trump para integrar o Conselho da Paz. Na 2ª feira (26.jan), Lula conversou com o republicano e pediu que a atuação do órgão fique limitada ao conflito na Faixa de Gaza.
Em relação à Venezuela, o Planalto afirmou que ambos condenaram o uso da força em violação ao direito internacional e concordaram a respeito da importância da paz e da estabilidade na América do Sul e no mundo. Macron, no entanto, disse em 3 de janeiro de 2026, data da operação militar que tirou Nicolás Maduro do poder, que os venezuelanos estavam livres da ditadura do chavista.
Lula também defendeu o acordo UE-Mercosul, que foi congelado pelo Parlamento Europeu. Afirmou ser positivo para os 2 blocos e que é uma “importante contribuição para a defesa do multilateralismo e do comércio baseado em regras”. A França é contra.
Donald Trump (Partido Republicano) anunciou a criação do Conselho da Paz em 15 de janeiro de 2026. Embora a medida seja parte de um plano para acabar com os conflitos na Faixa de Gaza, o norte-americano já sinalizou que o órgão não será temporário. Afirmou em 20 de janeiro de 2026 que o grupo poderia assumir o papel que hoje pertence à ONU (Organização das Nações Unidas).
O emblema do Conselho da Paz foi comparado ao da ONU:
Trump é a única autoridade com poder de veto no Conselho da Paz.
Há apenas duas menções a “veto” no documento de criação do órgão:
Não há um prazo para o republicano deixar o comando do conselho.
O mandato de Trump é praticamente vitalício. O presidente do Conselho da Paz pode indicar um sucessor e só deixa o cargo se decidir renunciar voluntariamente ou em caso de incapacidade –nesse cenário, a votação do Conselho Executivo precisa ser unânime, ou seja, todos os integrantes precisam votar a favor de remover o republicano.
Autoridades de 18 países estavam com Trump no lançamento do conselho.
Eis os nomes:





