A ministra Marina Silva, do MMA (Ministério do Meio Ambiente), afirmou nesta 4ª feira (1º.abr.2026) estar pronta para disputar o Senado em 2026, na chapa de Fernando Haddad (PT), em São Paulo. Para isso, contudo, ela pretende reestruturar seu partido, o Rede Sustentabilidade. As declarações foram feitas a jornalistas, durante sua despedida da pasta.
Marina disse que trava uma disputa judicial para reverter mudanças no estatuto e no programa do Rede. Segundo ela, as alterações foram feitas sem observância democrática e precisam ser corrigidas para que o partido volte a ser “um espaço plural”.
Fundadora do Rede Sustentabilidade, Marina Silva criou a legenda em 2013 após deixar o PV (Partido Verde), com a proposta de estruturar um partido voltado à sustentabilidade, à renovação política e à pluralidade interna. A sigla foi formalizada em 2015 e se consolidou como uma das principais expressões do campo ambientalista no país, elegendo nomes como Randolfe Rodrigues, Fabiano Contarato, Flávio Arns e Styvenson Valentim.
A disputa interna no partido envolve o controle da direção partidária e divergências sobre o rumo da legenda. De um lado, o grupo ligado à ex-senadora Heloísa Helena, que preside o partido, defende maior autonomia e uma linha menos alinhada ao governo.
De outro, aliados de Marina Silva criticam mudanças no estatuto aprovadas pela direção e dizem que houve intervenção em instâncias partidárias e enfraquecimento da estrutura original da sigla.
A ministra declarou que trabalha para reconstruir a legenda nos moldes originais. Afirmou que a sigla deve abrigar diferentes correntes do campo progressista e manter identidade própria dentro da aliança governista.
“Estou buscando, por meios judiciais, restabelecer o programa e o estatuto da Rede”, disse.
No cenário eleitoral, Marina indicou que já se considera pronta para disputar. Usou metáfora do futebol ao afirmar que está “preparada para bater o pênalti”, em referência à possível candidatura ao Senado.
A ministra é citada como opção para compor a chapa em São Paulo que já tem Simone Tebet (PSB) como candidata. A 2ª vaga majoritária segue em negociação.
Marina afirmou, ainda em conversa com jornalistas, que foi cortejada pelo PSB, Psol, PC do B e PT.
Dirigentes do PT avaliam que a filiação partidária influencia a divisão de espaço e o peso de cada legenda na chapa. Uma ala avalia que Marina pode integrar a chapa mesmo permanecendo na Rede. Outra considera improvável sua priorização sem rearranjos partidários.
O presidente do PT paulista, Kiko Celeguim, indicou que partidos maiores tendem a reivindicar mais protagonismo. A federação entre Rede e Psol é considerada um ativo, mas não resolve a disputa interna.





