• Sábado, 4 de abril de 2026

Navios japoneses, franceses e de Omã cruzam o Estreito de Ormuz

Irã tem controlado passagem de navios desde o início da guerra com EUA

Três petroleiros operados por uma empresa de Omã, um navio porta-contêineres de propriedade francesa e um transportador de gás de propriedade japonesa cruzaram o Estreito de Ormuz desde quinta-feira (2), segundo dados de navegação, refletindo a política do Irã de permitir a passagem de embarcações consideradas amigáveis. O Irã inicialmente fechou o Estreito, rota para cerca de 20% dos fluxos globais de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), depois que ataques aéreos dos EUA e de Israel no final de fevereiro levaram a um conflito cada vez maior. Posteriormente, o governo disse que permitiria o trânsito de navios sem vínculos com os EUA ou com Israel. Os mercados de petróleo e commodities estão ansiosos por sinais de que o tráfego está sendo retomado. Vários navios-tanque e porta-contêineres conseguiram escapar do bloqueio nas semanas anteriores, mas a atividade foi rapidamente seguida por dias de paralisação total. Um navio de contêineres de propriedade da empresa CMA CGM, da França, transitou pelo Estreito na quinta-feira, dia em que o presidente francês Emmanuel Macron disse que somente esforços diplomáticos, e não uma operação militar, poderiam abrir o Estreito. O navio francês mudou o destino do seu Sistema de Identificação Automática para "Proprietário França" antes de entrar em águas iranianas, sinalizando sua nacionalidade para as autoridades iranianas. Mapa Estreito de Ormuz Arte/EBC

Mediação de Omã

As embarcações parecem ter desligado seus transponders AIS durante a travessia porque os sinais desapareceram nos dados de rastreamento de embarcações. Dois petroleiros de grande porte e um navio-tanque de GNL operado pela Oman Shipping Management também saíram do Golfo na quinta-feira, de acordo com dados da MarineTraffic e da LSEG. Omã, que mediou negociações entre o Irã e os Estados Unidos antes dos ataques, criticou o lançamento de ataques enquanto as negociações estavam em andamento. A empresa japonesa Mitsui O.S.K. Lines disse nesta sexta-feira (3) que o navio-tanque Sohar LNG, do qual é coproprietária, cruzou o Estreito, tornando-se o primeiro navio ligado ao Japão e o primeiro transportador de GNL a fazê-lo desde o início do conflito. Seu porta-voz não quis informar à Reuters quando a passagem ocorreu ou se foram necessárias negociações. Até o início da sexta-feira, cerca de 45 navios de propriedade ou operados por empresas japonesas permaneciam encalhados na região, de acordo com o Ministério dos Transportes do Japão. Outro navio-tanque de GLP de propriedade da Mitsui, o Green Sanvi, deixou o Golfo pelas águas territoriais do Irã no início da sexta-feira, de acordo com os dados de navegação. Um navio com bandeira da Índia sinalizou seu destino como "navio da Índia, tripulação da Índia". Além disso, o Danisa, de bandeira panamenha, um transportador de gás muito grande, deixou o Golfo pela mesma rota, em direção à China, segundo os dados. * É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas
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Por: Redação

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