O longa-metragem brasileiro “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, perdeu todas as categorias que concorria no Oscar, que foi apresentado neste domingo (15.mar.2026), em Los Angeles. O longa concorria em 4 categorias: Melhor Filme, Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator –com Wagner Moura.
A obra é protagonizada por Wagner Moura, que interpreta Armando, um ex-professor universitário que passa a usar a identidade falsa de Marcelo. Ambientado em Pernambuco, em 1977 –durante o período da ditadura militar–, o filme acompanha o personagem depois de fugir de ameaças e perseguições em São Paulo e retornar a Recife em busca de refúgio. Na cidade, ele encontra abrigo em uma casa que acolhe dissidentes e pessoas deslocadas pelo contexto político da época.
A trajetória do longa-metragem em premiações começou no Festival de Cannes, onde o longa estreou em maio de 2025. Kleber Mendonça Filho ganhou o prêmio de Melhor Diretor concedido pelo júri, enquanto Wagner Moura ficou com o prêmio de Melhor Ator.
“O Agente Secreto” também ganhou importantes prêmios nos ciclos regionais de críticos dos Estados Unidos, como o NYFCC, de Nova York. As vitórias em melhor filme internacional do Critics Choice Awards 2026 e no Globo de Ouro 2026 impulsionaram a campanha ao Oscar.
O longa perdeu a estatueta de melhor filme internacional no Oscar 2026 para “Valor Sentimental”, produção da Noruega dirigida por Joachim Trier.
Esta foi uma das principais categorias disputadas pelo longa brasileiro na 98ª edição da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O filme também recebeu não levou as indicações em melhor filme –vencida por “Uma Batalha após a Outra”– e melhor ator, que foi conquistada por Michael B. Jordan com “Pecadores”.
O brasileiro Adolpho Veloso, indicado em “Melhor Fotografia” pelo filme “Sonhos de Trem”, da Netflix, também não levou a estatueta. O prêmio foi conquistado pela norte-americana Autumn Durald Arkapaw, com “Pecadores”. Ela é a 1ª mulher na história a ganhar nesta categoria.





