• Sexta-feira, 6 de março de 2026

O ex-banqueiro que trocou terno pela botina e hoje comanda fundo de R$ 2 bilhões focado em ‘comprar fazendas degradadas’

Conheça a tese de Luciano Lewandowski (AGBI): comprar fazendas degradadas, recuperar o solo e lucrar com a valorização de até 500% em ativos agrícolas.

Luciano Lewandowski, ex-GP e Rio Bravo, aplica a lógica do real estate no campo: a AGBI investe na estratégia de comprar fazendas degradadas para recuperar a saúde do solo e multiplicar o valor do hectareLuciano Lewandowski já esteve no topo do mundo corporativo, gerindo bilhões de dólares em escritórios climatizados e reuniões de alta cúpula. No entanto, o economista percebeu que a maior oportunidade de lucro do Brasil não estava no asfalto, mas no solo exaurido do interior. Ao fundar a AGBI, ele consolidou uma tese que parece simples no papel, mas é complexa na execução: comprar fazendas degradadas, aplicar uma engenharia financeira rigorosa e transformar pastos improdutivos em lavouras de alta performance. Com mais de R$ 2 bilhões transacionados em ativos, ele prova que o lucro real no agro moderno nasce da união entre a botina suja de terra e a planilha de Excel milimetricamente calculada.
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  • Por que comprar fazendas degradadas virou um negócio bilionário? O Brasil possui cerca de 100 milhões de hectares de pastagens com algum grau de degradação. Para Lewandowski, esses números não representam um problema ambiental, mas uma oportunidade de arbitragem. A lógica é a mesma do mercado imobiliário: comprar o prédio caindo aos pedaços na melhor localização da cidade, reformar e vender com ágio. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});No campo, a localização é o clima e a logística. A AGBI busca áreas onde o gado já não engorda mais e o solo está quimicamente pobre. Segundo reportagens da Exame Agro e Forbes, a estratégia de comprar fazendas degradadas permite adquirir o hectare por um preço de “pecuária” e, após dois ou três anos de correções intensivas com calcário e gesso, revendê-lo pelo preço de “soja”. Essa valorização bruta pode chegar a 400% ou 500%, uma rentabilidade raramente vista em ativos de renda fixa ou ações tradicionais. De gestor de US$ 2 bilhões à liderança do “Value-Add” rural A bagagem de Luciano Lewandowski é pesada. Com passagens por Rio Bravo e GP Investimentos, e como co-fundador da Prosperitas, ele trouxe para o agronegócio o conceito de Value-Add. Na AGBI, ele não quer apenas ser um dono de terras; ele quer ser um desenvolvedor de ativos. O diferencial da gestora, destacado pelo portal NeoFeed, é a “limpeza” completa do ativo. Antes mesmo do primeiro trator entrar na área, a equipe jurídica realiza um due diligence implacável. No Brasil, comprar terra é fácil; comprar terra com documentação 100% regularizada e sem passivos ambientais é o que separa os amadores dos bilionários. Ao comprar fazendas degradadas, a AGBI entrega ao comprador final um ativo “plug-and-play”, pronto para produzir e com risco jurídico zero. Transformando o passivo em ouro verde A operação não é apenas financeira, é intensamente técnica. O processo de recuperação envolve:
  • Aquisição Estratégica: Foco em herdeiros descapitalizados ou pecuaristas em crise.
  • Recuperação Química: Aplicação massiva de insumos para devolver a fertilidade ao solo.
  • Conversão de Cultura: Transição da pastagem rala para o plantio de soja e milho, muitas vezes utilizando o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP).
  • Maturação e Saída: Após a terra atingir o pico de produtividade, o fundo realiza o desinvestimento, vendendo a fazenda para grandes grupos produtores ou investidores institucionais.
  • O futuro sustentável de quem decide comprar fazendas degradadasA nova fronteira de Lewandowski é o fundo AGBI III Carbon. Com uma meta de captação de até R$ 1 bilhão, a tese evoluiu para o que o mercado chama de agricultura regenerativa. A ideia, detalhada pelo Capital Reset (UOL), é que a recuperação dessas áreas gera créditos de carbono que podem ser comercializados no mercado internacional. Dessa forma, a rentabilidade do investidor deixa de ser “monocultura”. Ganha-se na valorização da terra, na produção de grãos e, agora, na preservação ambiental. É a resposta definitiva para o investidor global que exige práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) sem abrir mão de retornos agressivos. O impacto no mercado de Fiagros e a profissionalização do campo A trajetória de Luciano Lewandowski reflete uma mudança sísmica no agronegócio brasileiro. A entrada de ex-banqueiros no setor trouxe uma governança que o campo desconhecia. Hoje, o produtor vizinho não olha mais para a AGBI apenas como “os engravatados da cidade”, mas como players que elevam o preço do hectare em toda a região. Ao comprar fazendas degradadas, a gestora cumpre um papel macroeconômico essencial: expandir a área plantada do Brasil sem derrubar uma única árvore de mata nativa. É o crescimento vertical, onde a produtividade nasce da inteligência aplicada à terra que outros consideravam perdida. Escrito por Compre Rural VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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