Estreito de Ormuz
O Paquistão, que assim como a Turquia faz fronteira com o Irã, tem aproveitado seus laços estreitos tanto com Teerã quanto com Washington para se tornar um canal diplomático fundamental no conflito, enquanto Ancara e Cairo também têm atuado. Uma fonte do Paquistão afirmou que propostas, inclusive do Egito, foram encaminhadas à Casa Branca pelo Paquistão antes da reunião de domingo e que incluíam estruturas de taxas semelhantes às do Canal de Suez. Outras duas fontes paquistanesas disseram que a Turquia, o Egito e a Arábia Saudita poderiam formar um consórcio para gerir o fluxo de petróleo através do estreito e pediram ao Paquistão que participasse. As fontes disseram que a proposta de um consórcio de gestão foi discutida com os EUA e o Irã. A primeira fonte paquistanesa afirmou que o chefe do exército do país, Asim Munir, estava em contato regular com o vice-presidente dos EUA, JD Vance. Os ministérios das Relações Exteriores do Egito e do Paquistão não responderam ao pedido de comentários. O gabinete de imprensa do governo saudita e a Casa Branca também não responderam a um pedido de comentários. Uma fonte diplomática turca afirmou que a prioridade de Ancara era garantir um cessar-fogo.Mais cedo neste domingo, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, realizou reuniões bilaterais separadas com seus homólogos turco e egípcio, enfatizando o diálogo e o engajamento diplomático contínuo, informou o Ministério das Relações Exteriores. Em outra declaração, Dar afirmou em um post no X que o Irã concordou em permitir a passagem de mais 20 navios com bandeira paquistanesa pelo Estreito de Ormuz. É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas"Garantir a passagem segura dos navios poderia servir como uma importante medida para gerar confiança nesse sentido", disse a fonte, que pediu anonimato.
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