A decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça que determinou a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, reproduz mensagens obtidas pela PF (Polícia Federal) durante as investigações da Operação Compliance Zero. Segundo o magistrado, os diálogos indicam tentativas de monitoramento, intimidação e ameaça contra pessoas consideradas adversárias do grupo investigado.
As conversas foram feitas em um grupo de WhatsApp, denominado “A Turma”, que tinha a função de coordenar as atividades de intimidação. Em uma das mensagens, Vorcaro fala para os seus funcionários forjarem um assalto contra um jornalista e “quebrar todos os dentes”.
As trocas de mensagens foram citadas na decisão como parte dos elementos que apontariam risco à integridade de pessoas e possibilidade de obstrução das investigações. Mendonça afirma que os registros mostram ordens para monitorar indivíduos, levantar dados pessoais e intimidar críticos do grupo. Leia íntegra da decisão (PDF – 384 kB).
Ao justificar a medida, Mendonça disse que a demora na adoção de providências poderia trazer consequências graves. Segundo o ministro, “pode-se colocar em risco a segurança e a própria vida de pessoas que se tornaram vítimas dos ilícitos apontados nestes autos”, além de dificultar a recuperação de recursos associados às investigações. A decisão cita indícios de ameaças e de ações de monitoramento contra pessoas consideradas adversárias do grupo investigado, como jornalistas e autoridades públicas.





