De acordo com o Balanço Financeiro de 2025, o Santos diminuiu as dívidas onerosas, as mais caras, em 37%, o que indica que o clube precisou recorrer menos a bancos para honrar com os compromissos financeiros.
Essas dívidas com acordos e impostos são aquelas parceladas em programas como o Profut, Refis e com a CNRD (Câmara Nacional de Resolução de Disputas), e colocam ordem em disputas fiscais e trabalhistas de anos. O ponto positivo, segundo especialistas, é que permite melhor gestão do fluxo de caixa.
“O desafio é manter os pagamentos das obrigações correntes em dia, e não atrasar os parcelamentos. Requer, essencialmente, disciplina financeira nos gastos. Positivamente, as dívidas do Santos estão mais comportadas em termos de vencimento”, escreveu o economista Cesar Grafietti sobre os demonstrativos financeiros do clube.
O Santos também apresenta uma posição de dívidas de curto prazo equivalentes a 41% das receitas, valor que está de acordo com o fair play financeiro.
Os alongamentos de acordos e impostos, bem como o pagamento parcelado das contratações, permitiu maior equilíbrio e, consequentemente, redução de pressão de curto prazo. “É preciso atenção e austeridade para manter esta condição”, completou Grafietti.
O economista também avaliou que há uma melhora na relação entre dívidas de curto prazo e receitas, fazendo com que o clube opere dentro dos limites do sistema de fair play financeiro do Brasil.
Ao todo, o Santos encerrou o ano de 2025 com uma dívida de R$ 998 milhões. O débito com Neymar, referente aos direitos de imagem, está na casa de R$ 90,5 milhões.
As contas da temporada passada serão votadas pelos conselheiros na noite desta segunda-feira (6).





