O crime
Na manhã da ocorrência, o tenente-coronel fez contato com o desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que chegou a subir ao apartamento do casal. No mesmo dia, no final da tarde, três mulheres policiais foram ao apartamento para fazer uma limpeza, o que foi confirmado em depoimentos à Polícia Civil, informou Silva Junior à Agência Brasil. Em 19 de fevereiro, o primeiro laudo necroscópico já mencionava lesões na face e no pescoço, na lateral direita da soldado. As lesões foram resultado de pressão digital e escoriação compatível com estigma ungueal, ou seja, causado por unha. No dia 6 de março, o corpo da policial foi exumado para realização de novos exames. No dia seguinte, segundo laudo necroscópico confirmou lesões contundentes na face e na região cervical. Nessa terça-feira (17), um mandado de prisão preventiva contra Geraldo foi concedido pela Justiça Militar. A Polícia Civil concluiu o inquérito policial e indiciou o tenente-coronel por feminicídio e fraude processual. Na manhã de hoje (18), Geraldo Leite Neto foi preso em sua residência, na cidade de São José dos Campos (SP). Ele foi levado ao 8º Distrito Policial, na zona leste da capital paulista, onde o caso estava sendo investigado. De lá, deve seguir para o Presídio Militar Romão Gomes, onde ficará à disposição da Justiça. Relacionadas
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