O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) respondeu neste sábado (14.mar.2026) às investigações do USTR (Representante de Comércio dos Estados Unidos) sobre trabalho forçado em cadeias produtivas envolvendo o Brasil e outros 59 países. Segundo ele, o país “tem compromisso” no combate a essa prática.
As investigações analisam práticas comerciais consideradas desleais por parte de 60 países e economias parceiros dos Estados Unidos. O foco é a ocorrência de trabalho forçado em cadeias produtivas.
Em entrevista a jornalistas, o vice-presidente afirmou que o Brasil é signatário de todos os tratados internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado. Segundo Alckmin, o governo fiscaliza a prática por meio do Ministério do Trabalho.
Em comunicado, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) informou que a apuração se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A legislação permite que os EUA respondam a práticas de governos estrangeiros consideradas prejudiciais ao seu comércio. Eis a íntegra da nota, em inglês (PDF – 98 kB).
Segundo o comunicado, o USTR realizará audiências relacionadas às investigações em 28 de abril. Até 15 de abril, empresas, entidades e outros interessados podem apresentar comentários por escrito.
Caso os EUA concluam que os países não combatem o trabalho forçado de maneira eficaz, podem aplicar sanções comerciais, incluindo tarifas adicionais sobre produtos importados.
Eis a lista dos 60 países, territórios e bloco econômico sob investigação:





