• Sábado, 14 de março de 2026

Manifestantes invadem escritório do Partido Comunista em Cuba

Ato ocorreu na cidade de Morón; crise energética e escassez de alimentos ampliam tensão social na ilha.

Manifestantes invadiram um escritório do Partido Comunista na cidade de Morón, região central de Cuba. O protesto foi motivado pelos cortes de energia constantes que afetam a população cubana. Segundo o jornal estatal Invasor, o ato começou de forma pacífica na noite de 6ª feira (13.mar), mas evoluiu para confrontos durante a madrugada. O ato também foi confirmado pela agência Reuters.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram pessoas arremessando pedras contra as janelas de um prédio e ateando fogo. Manifestantes gritavam “liberdade” ao fundo. O edifício é o Comitê Municipal do Partido Comunista em Morón.

Veja vídeo do momento:

De acordo com o Invasor, os manifestantes atacaram outros estabelecimentos estatais na área. Entre eles estão uma farmácia e um mercado do governo. 

Protestos públicos são raros em Cuba. Sua constituição de 2019 concede aos cidadãos o direito de se manifestar, mas uma lei que define mais especificamente ‌esse direito está parada na Assembleia Nacional.

De acordo com a Reuters, o protesto foi desencadeado pelos apagões que se intensificaram após o bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. A população enfrenta escassez de alimentos, combustível, eletricidade e medicamentos. A situação tem gerado crescente insatisfação.

Os Estados Unidos intensificaram as sanções contra Cuba desde janeiro de 2026. O presidente norte-americano Donald Trump cortou as remessas de petróleo venezuelano para Cuba. Ele ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para a ilha. As medidas aumentam a pressão sobre uma economia que já enfrentava dificuldades.

O governo de Cuba confirmou que iniciou conversas com Washington na 6ª feira (13.mar.2026) para tentar neutralizar a crise. Nas últimas semanas, Trump fez uma série de declarações afirmando que Cuba está à beira do colapso e ansiosa para fazer um acordo com os Estados Unidos.

Por: Poder360

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