• Segunda-feira, 16 de março de 2026

Aliado de Trump ameaça tirar licenças de TVs por cobertura do Irã

Presidente da autoridade reguladora de comunicações dos EUA acusa redes de TV de divulgar distorções sobre a guerra; deu prazo prazo para que as redes modifiquem a linha editorial.

O presidente da FCC (Comissão Federal de Comunicações) dos Estados Unidos, Brendan Carr, ameaçou caçar as licenças de emissoras de televisão norte-americanas. A declaração foi feita no sábado (14.mar.2026). Carr afirmou que as redes “divulgam boatos e distorções de notícias” na cobertura da guerra no Irã.

Em seu perfil oficial no X, Carr estabeleceu um prazo para que as redes modifiquem a linha editorial antes do período de renovação de licenças e afirmou: “As emissoras devem operar em prol do interesse público e, caso não o façam, perderão suas licenças”.

“O povo americano subsidiou as emissoras em bilhões de dólares, fornecendo acesso gratuito às ondas de rádio e televisão do país. É muito importante restaurar a confiança na mídia, que ganhou o rótulo de disseminadora de notícias falsas”, declarou Carr.

O presidente da FCC compartilhou uma publicação do presidente Donald Trump (Partido Republicano) no Truth Social que criticava a cobertura da mídia americana sobre a guerra. O presidente da comissão alertou as emissoras para “corrigirem o rumo antes que suas licenças precisem ser renovadas”.

Trump criticou uma reportagem do Wall Street Journal sobre o ataque a cinco aviões-tanque americanos na Arábia Saudita. O presidente afirmou que a manchete era “intencionalmente enganosa” e declarou que o jornal parece querer que os Estados Unidos percam a guerra.

A ameaça de Carr representa a mais recente ação na campanha para eliminar o que ele considera um viés liberal nas transmissões televisivas. O presidente da FCC tem atuado contra programas que, segundo sua avaliação, apresentam conteúdo político contrário ao governo.

Carr assumiu a presidência da FCC no início do 2º mandato de Trump. O presidente da comissão tem levantado regularmente a possibilidade de confiscar as licenças das emissoras em razão de diversas decisões de programação nas principais redes de televisão.

Um dos casos se deu em setembro de 2025, quando o programa “Jimmy Kimmel Live!”, da ABC, foi temporariamente suspenso depois de Carr questionar comentários do apresentador. No fim do mesmo mês, as empresas que haviam retirado o programa do ar voltaram a exibi-lo.

 

Por: Poder360

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