O combate à falsificação de azeite de oliva no Brasil atingiu números expressivos. Apenas durante o ano de 2025, ações conjuntas entre o Ministério da Agricultura e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resultaram no banimento ou proibição de lotes de 25 marcas diferentes. O balanço do último ano revela a gravidade do cenário: foram 16.700 litros de produtos apreendidos por irregularidades.
Em 2026, novas operações já retiraram de circulação marcas que tentavam enganar o consumidor com misturas de óleos vegetais de baixa qualidade ou ocultando a real procedência do produto. A mais recente ocorreu nesta quarta-feira (8), com a proibição da venda e distribuição de azeites da marca Afonso após constatar que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades na empresa responsável pela importação.
A fiscalização segue monitorando o mercado e as plataformas de venda online, onde o risco de encontrar produtos irregulares é maior:
A principal causa das apreensões é a descaracterização do produto. Para não ser enganado, o consumidor deve entender os limites técnicos de cada categoria:
Atenção: Se o produto apresentar acidez superior a esses índices ou contiver misturas de óleos de sementes, ele não pode ser legalmente chamado de azeite.
Para garantir que o produto em sua despensa é adequado, especialistas recomendam atenção a cinco pontos cruciais no momento da escolha:
De acordo com a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), o uso do azeite cru é o que garante a ingestão de todos os seus nutrientes de forma intacta.
No entanto, o mito de que o azeite se torna "tóxico" ao aquecer é desmistificado, embora haja ressalvas. O aquecimento intenso e prolongado causa a degradação de compostos, alterando cor, sabor e reduzindo perdas nutricionais. Para frituras, o Tipo Único é o mais resistente, mas em qualquer caso, deve-se evitar reutilizar o óleo várias vezes.





