• Terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Biotecnologia e inclusão: Parceria impulsiona pecuária leiteira na agricultura familiar

Embrapa e MDA lançam projetos de transferência de embriões e controle biológico de pragas para aumentar a renda do produtor e o progresso genético do gado de leite.

Embrapa e MDA lançam projetos de transferência de embriões e controle biológico de pragas para aumentar a renda do produtor e o progresso genético do gado de leite. A Embrapa Gado de Leite em conjunto com Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançaram na última quinta-feira (05/02) os projetos “Treinamento de Médicos Veterinários em Transferência de Embriões” e “Territórios do Leite: Agroecologia e Inclusão Produtiva”. O evento reuniu pesquisadores, lideranças políticas e de movimentos sociais. O evento teve início no Campo Experimental José Henrique Bruschi, em Coronel Pacheco, com a entrega de certificados aos oito médicos-veterinários que concluíram a primeira turma do treinamento em transferência de embriões. Sob coordenação do chefe de Pesquisa e Desenvolvimento, Bruno Campos Carvalho, e dos pesquisadores Clara Slade e Marcos Vinícius G. B. da Silva, o curso busca reciclar esses profissionais no manejo reprodutivo, fisiologia, sanidade e fatores ambientais para obtenção de resultados satisfatórios em programas de transferência de embriões em bovinos. “Além de transferir o embrião, também focamos na preparação completa desses animais e no cuidado das bezerras de alto valor genético que ainda nascerão. Elas são o futuro da propriedade, e garantir que se tornem vacas produtivas é o que causará impacto real na renda do produtor”, explica Carvalho.
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    Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, José Luiz Bellini Leite, o treinamento é um importante passo para fortalecer a pecuária leiteira. “Nosso objetivo é proporcionar condições dignas para essa população, levando tecnologias mais sofisticadas, avançadas, rentáveis e de caráter social, que tragam cidadania para o pequeno produtor”, afirma. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Ademais, a busca por autonomia técnica é um dos pontos altos do projeto, explica Marcos Vinícius da Silva. Para ele, a capacitação gera benefícios diretos na viabilidade econômica da atividade. “O objetivo principal é tornar possível a autossuficiência dentro do movimento dos trabalhadores sem-terra e das pequenas propriedades, utilizando a transferência de embrião para acelerar o progresso genético. Ao garantir que o movimento seja autossuficiente em mão de obra, reduzimos drasticamente os custos de cada procedimento”, destaca. Em seguida, os participantes se encaminharam para o Centro de Apoio a Agricultura de Goianá para conhecer a Biofábrica de controle biológico de pragas, inaugurada em janeiro deste ano. Desenvolvida pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Emater/MG, a biofábrica passa a produzir insetos utilizados no combate natural a pragas que afetam lavouras de milho e hortaliças. Além de potencializar a produção, o projeto minimiza a necessidade de defensivos químicos, garantindo alimentos mais saudáveis e seguros para a população. Ao final, as equipes se mobilizaram para o Assentamento Dênis Gonçalves, em Goianá/MG, onde foram apresentadas as primeiras bezerras das raças Gir nascidas por meio das primeiras experiências de transferências de embriões realizadas no Assentamento. Os animais fazem parte do projeto “Territórios do Leite: Agroecologia e Inclusão Produtiva”, um eixo do programa “Da Terra à Mesa Brasil”, desenvolvido pelo MDA. O alcance da iniciativa foi destacado por Eduardo Pagot, representante do MDA, que enfatizou o objetivo de descentralizar o acesso à tecnologia. “O programa tem uma abrangência nacional e estamos treinando médicos veterinários que atuam em diferentes regiões do Brasil. É fundamental capacitá-los para que possam atender às demandas de onde atuam e incentivar que a transferência de embriões ocorra em todo o país”, explica Pagot. Fonte: Embrapa VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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