• Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Do Bit ao Grão: Como a tecnologia se torna o maior insumo do campo

Relatos de produtores comprovam e impressionam com ganhos reais em produtividade, tempo e renda; “A tecnologia o embarcada nos ajuda a enxergar o que o olho humano não vê".

Relatos de produtores comprovam e impressionam com ganhos reais em produtividade, tempo e renda; “A tecnologia o embarcada nos ajuda a enxergar o que o olho humano não vê”. Com máquinas que “enxergam” ervas daninhas e se autorregulam sozinhas, o cenário do agronegócio brasileiro atravessa uma fronteira onde o sucesso da safra não depende mais apenas do clima, mas da capacidade de processar dados em tempo real. Produtores rurais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul que operam equipamentos de ponta da John Deere, junto de soluções desenvolvidas pela Áster, garantem que a inovação deixou de ser um acessório para se tornar a peça central da sobrevivência econômica.
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    O diagnóstico entre quem está no comando das máquinas é unânime: a tecnologia no campo é um caminho sem volta. E quem não adere a ela, já está à margem da rodovia chamada futuro. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Em São Gabriel do Oeste (MS), o produtor Sandro José Sauer Kreuz opera uma frota que é sinônimo de alta performance. A colheitadeira S7 800 Ultimate, o trator 8345R e o pulverizador M4040DN estão no parque tecnológico da prioridade. Para ele, a automação resolve um dos maiores gargalos do setor: as janelas de plantio e colheita cada vez mais curtas. “A tecnologia nas máquinas passou a ser essencial. Ela garante mais controle da operação e segurança para produzir bem”, explica Sandro. Ele destaca que a chegada da S7 800 Ultimate trouxe um salto na qualidade do grão, que sai mais limpo da máquina. Além disso, a automação do trator 8345R entrega força com inteligência, aponta, enquanto o pulverizador evita sobreposições e falhas. “Tivemos ganhos claros em rendimento operacional e economia de insumos. A conectividade permite corrigir rotas e ajustar operações rapidamente, impactando direto no custo final”, pontua. Já em Diamantino (MT), o produtor Gabriel Anzil Pedrini encontrou na tecnologia See & Spray, exclusiva John Deere, a solução para o problema crescente da resistência de plantas daninhas ao glifosato. Antes, era necessário aplicar herbicida em toda a área para atingir apenas alguns focos de mato. Com a tecnologia instalada de fábrica no pulverizador M4030, a aplicação se tornou cirúrgica. O impacto financeiro foi imediato e drástico. “Eu tinha 3 mil litros de glufosinato comprados e gastei apenas 800 litros selecionando as plantas”, revela Gabriel. Para ele, o ganho vai além do bolso e atinge o potencial genético da planta. “Uma planta que não precisou metabolizar uma carga desnecessária de herbicida tende a produzir mais. Dava dó ver o pulverizador passando o talhão inteiro para aplicar em uma manchinha de mato. Hoje, eu escolho a planta que quero aplicar. Isso é outro mundo!”. O impacto financeiro foi imediato e drástico. “Eu tinha 3 mil litros de glufosinato comprados e gastei apenas 800 litros selecionando as plantas”, revela Gabriel. Para ele, o ganho vai além do bolso e atinge o potencial genético da planta. “Uma planta que não precisou metabolizar uma carga desnecessária de herbicida tende a produzir mais. Dava dó ver o pulverizador passando o talhão inteiro para aplicar em uma manchinha de mato. Hoje, eu escolho a planta que quero aplicar. Isso é outro mundo!”.
    Aplicação é acompanhada em tempo real pelos produtores diretamente do celular
    Para Giordano Morizzo, de Tangará da Serra (MT), a grande revolução acontece na análise de dados via Operations Center, base que conjuga tecnologias desenvolvidas pela John Deere e Áster, concessionária da marca na região. Operando uma S7 900 conectada à central de operações tecnológicas, ele explica que a máquina não apenas colhe, mas “ensina” o produtor sobre o solo. “Pelo Operations Center, tenho acesso a dados instantâneos. Consigo saber quais pontos do talhão produziram mais ou menos e sobrepor esses mapas com os de plantio”, detalha Giordano. Essa precisão permite que o produtor ajuste a nutrição do solo exatamente onde a planta falhou na safra anterior. Giordano acredita que a tecnologia é a única forma de romper o atual teto de produtividade. “Hoje, o aumento da produtividade chegou num limite que depende dos mínimos detalhes. A pessoa que não quer mudar vai acabar ficando para trás. A tecnologia embarcada é o que nos ajuda a enxergar o que o olho humano não vê”.Seja pela economia de mais de 70% em herbicidas relatada em Diamantino, ou pela precisão milimétrica da colheita em Tangará da Serra, a parceria entre produtores e as tecnologias desenvolvidas pela John Deere e Áster redesenha o mapa do agronegócio. O futuro, como mostram os depoimentos, não aceita mais a ineficiência de paradigmas comprovadamente superados. No campo moderno, a inovação é o insumo mais valioso da safra. VEJA TAMBÉM:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google NotíciasNão é permitida a cópia integral do conteúdo acima. A reprodução parcial é autorizada apenas na forma de citação e com link para o conteúdo na íntegra. Plágio é crime de acordo com a Lei 9610/98.
    Por: Redação

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