2º México — aproximadamente 363 ovos por pessoa/ano
3º Indonésia — cerca de 340 ovos por pessoa/ano
4º Japão — aproximadamente 337 ovos por pessoa/ano
5º Argentina — cerca de 332 ovos por pessoa/ano
6º Paraguai — aproximadamente 298 ovos por pessoa/ano
7º Brasil — entre 288 e 290 ovos por pessoa/ano
8º Rússia — cerca de 288 ovos por pessoa/ano
9º Malásia — aproximadamente 281 ovos por pessoa/ano
10º Ucrânia — cerca de 260 ovos por pessoa/ano Esse ranking evidencia uma tendência global: países com grande população ou com tradição no consumo de proteína animal mantêm níveis elevados de ingestão de ovos, especialmente devido ao seu valor nutricional. O avanço no consumo também tem sido acompanhado por forte crescimento da produção nacional. A expectativa do setor é que o Brasil produza entre 65 e 66 bilhões de ovos em 2026, volume suficiente para atender o mercado interno e manter estabilidade na oferta. A cadeia produtiva de ovos no país envolve milhares de produtores, granjas comerciais e empresas de genética avícola, formando um setor altamente tecnificado e com crescente eficiência produtiva. Nos últimos anos, investimentos em nutrição animal, genética e biosseguridade permitiram aumentar a produtividade das aves e garantir maior regularidade na produção. Especialistas apontam três fatores principais para a expansão do consumo no Brasil e no mundo. O primeiro é o valor nutricional. O ovo é considerado um alimento completo, rico em proteínas de alta qualidade, vitaminas e minerais essenciais. Outro fator determinante é a versatilidade culinária. O alimento pode ser consumido de diversas formas e faz parte de inúmeras receitas, desde pratos simples até preparações mais sofisticadas. O terceiro ponto, e talvez o mais relevante no cenário atual, é o preço competitivo. Em um contexto de alta nos custos das carnes, o ovo se tornou uma alternativa acessível de proteína para milhões de consumidores. Apesar do cenário positivo para o consumo e produção, o mercado internacional acompanha com atenção alguns fatores que podem impactar a cadeia produtiva. Entre eles, a gripe aviária continua sendo apontada como um dos principais riscos para o setor, especialmente em países onde surtos podem reduzir a produção ou afetar exportações. Mesmo assim, o Brasil mantém uma posição privilegiada no cenário global. O país é reconhecido por seu rigor sanitário e estrutura produtiva consolidada, fatores que contribuem para garantir estabilidade no abastecimento. A expectativa de analistas e entidades do setor é que o consumo de ovos continue crescendo no Brasil ao longo da próxima década. Mudanças no comportamento alimentar, maior busca por proteínas acessíveis e nutritivas, além do avanço da produção avícola, devem consolidar o ovo como um dos alimentos mais importantes na segurança alimentar global.





