• Sexta-feira, 6 de março de 2026

Brasil exporta embriões para a Índia, berço do gado Zebu

Iniciativa é conduzida pela Geneal Genética e Biotecnologia Animal em parceria com a Fazenda Floresta e visa o melhoramento do rebanho leiteiro indiano.

Iniciativa é conduzida pela Geneal Genética e Biotecnologia Animal em parceria com a Fazenda Floresta e visa o melhoramento do rebanho leiteiro indiano. Originário da Índia, o gado Zebu foi responsável por uma verdadeira transformação na pecuária brasileira. Rústico, resistente a parasitas e adaptado a altas temperaturas, o animal de cupim encontrou no clima tropical do Brasil condições ideais para se desenvolver, tornando-se base da produção de carne e leite em grande parte do território nacional. Entre as raças zebuínas introduzidas no país, o Gir se destacou. Inicialmente direcionado à produção de carne, o trabalho de seleção genética evidenciou sua notável aptidão leiteira. Assim nasceu o Gir Leiteiro, hoje fundamental nos cruzamentos com o gado Holandês para a formação do Girolando — raça brasileira que combina a rusticidade do  bos indicus com a alta produtividade do  bos taurus.
  • Clique aqui para seguir o canal do CompreRural no Whatsapp
  • Raridade genética ou estratégia de mercado? O caso do Brahman Preto mexicano
    Agora, o Gir Leiteiro faz o caminho de volta às suas origens. Em uma operação inédita, embriões da raça estão sendo exportados para a Índia, marcando um novo capítulo na cooperação genética entre os dois países. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});A iniciativa é conduzida pela  Geneal Genética e Biotecnologia Animal em parceria com a Fazenda Floresta, referência na criação de Gir Leiteiro de alto padrão genético e produtivo, localizada em Lins (SP). O objetivo é levar à Índia material genético completo, capaz de acelerar o melhoramento do rebanho leiteiro local. Segundo Rodolfo Rumpf, médico-veterinário especialista em genética e diretor técnico da Geneal, o diferencial está no tipo de material exportado. “Diferentemente do sêmen, que carrega apenas a genética do reprodutor, o embrião reúne o genoma completo — do macho e da fêmea. Isso possibilita o nascimento de animais que poderão se tornar futuros doadores de sêmen e óvulos na Índia, acelerando significativamente o avanço genético e ampliando a produção de leite no país”, explica. A proposta é democratizar o acesso à genética superior, beneficiando pequenos e médios produtores indianos. A exportação ocorre de forma gradual: na primeira remessa foram enviados 185 embriões. Outros 346 estão em fase final de exames sanitários, e a meta é alcançar o envio de 2 mil embriões até agosto. Protocolos sanitários rigorosos Reconhecida no mercado de melhoramento genético, a Geneal, empresa da holding Brasif, atua em programas de fertilização, banco genético e foi pioneira na clonagem de bovinos no Brasil. A ampliação e modernização da infraestrutura da companhia têm sido determinantes para viabilizar operações internacionais de alta exigência sanitária, como a exportação de embriões para a Índia. Para garantir total segurança, os animais doadores passam por quarentena, realizam uma bateria completa de exames e recebem suplementação nutricional específica antes do início da produção dos embriões. Todo o processo segue protocolos internacionais rigorosos de coleta, processamento e congelamento. A operação conta ainda com suporte institucional da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), por meio do projeto Brazilian Cattle, além da ApexBrasil e de acordos sanitários bilaterais entre Brasil e Índia, que minimizam riscos sanitários. De acordo com Rumpf, “o embrião é a forma mais segura de intercâmbio genético, com risco praticamente nulo de transmissão de enfermidades, desde que todos os protocolos sejam rigorosamente cumpridos”.A Geneal já exportou mais de 12 mil embriões para mais de dez países e agora fortalece sua presença no mercado indiano, além de prospectar novas oportunidades na África e no Oriente Médio. Na Índia, os embriões são recebidos pelo grupo B.L. Kamdhenu Farms Limited, responsável pela implantação nas receptoras e pela futura distribuição dos animais nascidos. A iniciativa integra o plano de expansão internacional da companhia brasileira, com foco na diversificação de mercados e no fortalecimento do segmento de genética e biotecnologia animal, consolidando a exportação de embriões como eixo estratégico da relação entre Brasil e Índia. Fonte: CNN Brasil VEJA TAMBÉM:
  • Brasil abre novo mercado para carne bovina em arquipélago do Caribe
  • Federarroz, Farsul e COOPACC solicitam medidas urgentes para o setor arrozeiro
  • SFA-SP conhece iniciativa que dá visibilidade a produtor rural
  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

    Artigos Relacionados: