• Pelagem com características menos favoráveis ao parasita
• Maior resposta inflamatória no local da picada
• Comportamento mais ativo de defesa, como movimentos e coceiras frequentesJá os bovinos europeus, amplamente utilizados em sistemas intensivos e na produção de carne premium, apresentam pele mais fina e menor resistência natural, criando um ambiente mais favorável para a alimentação e reprodução do carrapato. Raças europeias apresentam maior predisposição à infestação, enquanto zebuínos e cruzados exigem controle adaptado ao perfil genético Cruzamentos industriais: equilíbrio entre produtividade e rusticidade Nos últimos anos, os cruzamentos industriais — especialmente entre Angus e Nelore — ganharam espaço como estratégia para unir ganho de desempenho produtivo com maior rusticidade. No entanto, segundo o especialista Fernando Dambrós, gerente de produtos antiparasitários (endo e ecto) da Ourofino Saúde Animal, o cruzamento não elimina o risco sanitário. “ Animais cruzados podem apresentar resistência intermediária, mas continuam expostos à pressão parasitária do ambiente. A genética ajuda, mas não substitui um programa sanitário bem estruturado”, explica. De acordo com o especialista, propriedades com maior presença de sangue europeu tendem a registrar infestações mais intensas e necessidade de monitoramento mais frequente, especialmente em períodos de calor e umidade elevados. Resistência genética não significa imunidade Mesmo em rebanhos predominantemente zebuínos, é um erro comum acreditar que o problema está resolvido. A resistência natural não impede a infestação, principalmente em cenários de alta pressão parasitária. Os impactos são diretos na produtividade: • Redução no ganho de peso
• Queda na produção de leite
• Aumento dos custos com manejo e medicamentos Além disso, o carrapato é vetor da Tristeza Parasitária Bovina (TPB), doença que pode causar perdas severas e até mortalidade no rebanho. “ Quando o produtor subestima o risco por trabalhar com zebu ou cruzado, pode enfrentar surtos inesperados”, alerta Dambrós. Uso incorreto de produtos agrava o problema do carrapato no gado Outro fator crítico é a resistência dos carrapatos aos princípios ativos. Aplicações inadequadas, intervalos incorretos e uso sem orientação técnica favorecem a seleção de parasitas resistentes, tornando o controle cada vez mais difícil. Esse cenário reforça a necessidade de um manejo integrado, que considere: • Rotação de princípios ativos
• Monitoramento constante da infestação
• Ajuste do protocolo conforme clima e categoria animal
• Adequação ao perfil genético do rebanho Dentro dessa realidade, a Ourofino Saúde Animal destaca o NexLaner, ectoparasiticida à base de fluralaner desenvolvido no Brasil, como uma alternativa tecnológica para ampliar a eficiência dos programas de controle. Produtividade e sanidade precisam caminhar juntas A evolução genética do rebanho brasileiro é um dos principais pilares da competitividade da pecuária nacional. No entanto, especialistas reforçam que ganho produtivo sem controle sanitário eficiente compromete resultados no médio e longo prazo.





