• Quarta-feira, 1 de abril de 2026

China e Paquistão apresentam plano para encerrar guerra no Irã

Proposta de 5 pontos inclui cessar-fogo imediato e a reabertura do estreito de Ormuz para navios civis e comerciais.

A China e o Paquistão apresentaram na 3ª feira (31.mar.2026) um plano de paz para encerrar a guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã. O acordo envolve 5 pontos principais e inclui um cessar-fogo imediato dos ataques de todos os lados e a garantia de passagem de embarcações civis e comerciais no estreito de Ormuz. A passagem marítima está quase 100% bloqueada pelo Irã desde o início da guerra em 28 de fevereiro e é a principal vantagem do país persa para pressionar os EUA e seus aliados.

O plano foi apresentado durante um encontro do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, com o vice-primeiro-ministro e ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, em Pequim, na 3ª feira (31.mar). A proposta dos 2 países tem um peso diplomático relevante, pois o Paquistão tem atuado como um mediador entre os EUA e o Irã, enquanto a China tem tido um papel de destaque na coordenação de um cessar-fogo no conflito desde fevereiro.

Leia abaixo a íntegra dos 5 pontos da proposta apresentada:

A proposta ainda não foi respondida pelas partes envolvidas na guerra. Em paralelo ao plano chinês-paquistanês, os EUA afirmam que estão em contato com o Irã para um acordo definitivo para a guerra.

A negociação entre EUA e Irã ainda está envolta em especulações. Se por um lado o Irã nega esse contato direto, o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), disse em entrevista a jornalistas na 2ª feira (30.mar) que o regime iraniano aceitou a maior parte de uma lista com 15 exigências apresentadas pelos norte-americanos para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Já na 3ª feira (31.mar), o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que os próximos dias serão decisivos para a guerra. Segundo ele, os EUA estão preparados para intensificar os ataques no Oriente Médio caso o Irã não aceite os termos norte-americanos para um acordo.

Por: Poder360

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