O petroleiro russo Anatoly Kolodkin atracou em Cuba nesta 2ª feira (30.mar.2026) transportando 100 mil toneladas de petróleo bruto. A embarcação chegou ao território cubano com a autorização do governo dos Estados Unidos para a passagem do navio. A operação é realizada em meio a um bloqueio marítimo imposto por Washington à ilha caribenha há mais de 1 mês.
Conforme registros de rastreamento divulgados através do site MarineTraffic, especializado em navegação, o navio navegou ao longo da costa norte de Cuba até o porto de Matanzas com carga próxima a 100 mil toneladas de petróleo bruto, valor que equivale a 730 mil barris.
Em entrevista à AFP (Agence France-Presse), Dmitry Peskov, porta-voz do presidente russo Vladimir Putin, confirmou a chegada da embarcação e afirmou que o tema foi previamente discutido com autoridades americanas.
Cuba se encontra em um impasse após bloqueio de petróleo imposto por Trump, que desencadeou uma crise energética e paralisou a economia nacional. O cenário piorou depois que Washington interrompeu o envio de petróleo vindo da Venezuela, principal fornecedor da ilha.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (republicano), sinalizou no domingo (29.mar) uma mudança em sua posição anterior sobre o envio de combustível a Cuba. “Se um país quiser enviar petróleo para Cuba agora, não tenho problema”, declarou. “Temos um navio lá fora. Não nos importamos que alguém leve uma carga, porque eles precisam sobreviver”, acrescentou o presidente americano em entrevista a jornalistas.
A decisão representa uma flexibilização pontual das restrições ao envio de combustível à ilha. O jornal norte-americano “The New York Times” informou no domingo (29.mar.2026) que a Guarda Costeira americana decidiu não interceptar a embarcação.
O governo dos Estados Unidos não detalhou publicamente os termos da autorização concedida para a passagem do petroleiro russo. As condições específicas estabelecidas para a chegada da embarcação também não foram divulgadas pelas autoridades americanas.
Dias antes, em 27 de março, Trump havia dito que “Cuba é a próxima”, em discurso sobre operações militares. Atualmente, os Estados Unidos estão em guerra com o Irã.





