O governo brasileiro abriu o mercado sul-coreano para exportação de ovos produzidos no Brasil e negociou uma redução na taxa sobre as mangas. As frutas brasileiras são taxadas em 30% ao entrar na Coreia do Sul, mas os países negociaram uma cota de 18.500 toneladas com uma alíquota de 5%.
Na prática, essa cota compreende todas as exportações de manga brasileira para a Coreia do Sul. Segundo dados da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Brasil vendeu 3.161 toneladas de manga ao país asiático, o que rendeu um valor de US$ 15 bilhões ao país.
Em relação aos ovos, o Brasil bateu recorde na venda do produto ao exterior em 2025. Foram embarcadas 40.894 toneladas, segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). Também foi combinada uma auditoria para liberar a entrada de uvas no mercado sul-coreano.
O governo brasileiro também ampliou o atestado sanitário para exportação de carne suína à Coreia do Sul. Só Santa Catarina era autorizada a comercializar o produto. Agora, todos os Estados reconhecidos pela WOAH (Organização Mundial de Saúde Animal) como livres de febre aftosa e gripe suína clássica podem enviar pleitos ao governo sul-coreano.
Como antecipou o Poder360, o Brasil também destravou o processo para abrir o mercado sul-coreano para carne bovina. Ficou acordado que auditores irão ao país no 3º trimestre para avançar com a liberação do atestado sanitário para a exportação. Esse passo era aguardado pelo setor pecuário há 17 anos.
Em conversa com jornalistas, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, não informou um prazo para a liberação. Disse que espera “boas notícias” em breve.
“Não quero criar expectativas de data, mas posso dizer que os pecuaristas brasileiros serão surpreendidos com boas notícias muito rápido”, declarou Fávaro a jornalistas.
Ao Poder360, Fávaro declarou que uma equipe de auditores japoneses vai ao Brasil em abril para avançar com o atestado sanitário para exportação de carne bovina ao país. Os mercados sul-coreano e japonês são considerados como alguns dos mais difíceis para a entrada da carne brasileira.
As negociações foram seladas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Seul. O petista chegou ao país no domingo (22.fev) e retorna ao Brasil na 3ª (24.fev).





