O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, conversou por telefone nesta 2ª feira (2.mar.2026) com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi. Na ligação, o chanceler chinês reforçou o apoio da China à soberania iraniana e reprovou a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel enquanto o Irã negociava seu programa nuclear com os norte-americanos.
Wang Yi disse acreditar que o Irã será capaz de manter sua estabilidade nacional e social, mas que deve “levar a sério as legítimas preocupações dos países vizinhos”. Como retaliação aos ataques norte-americanos, o Irã bombardeou instalações militares dos EUA em 14 países.
A situação no Irã escala a cada dia desde que a aliança EUA-Israel iniciou sua ofensiva no sábado (28.fev). O presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano) afirmou nesta 2ª feira (2.mar) que a operação militar contra o Irã deve durar de 4 a 5 semanas, mas declarou estar preparado para estender a ofensiva “por muito mais tempo”, se necessário. O chefe da Casa Branca já considera enviar tropas terrestres ao Irã.
Enquanto os EUA intensificam os ataques, a China é um dos países que mais se movimenta diplomaticamente para um cessar-fogo. Wang Yi já conversou com o chanceler russo Sergey Lavrov no domingo (1º.mar) e realizou mais uma rodada de conversas nesta 2ª feira (2.mar).
O chanceler chinês conversou com o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr bin Hamad Al Busaidi. Wang Yi elogiou a mediação de Omã nas negociações entre EUA e Irã sobre o programa nuclear iraniano e pediu que Omã usasse sua boa relação com os países para pressionar por um cessar-fogo imediato.
Wang Yi também ligou para o chanceler francês, Jean-Noël Barrot. Pediu apoio ao plano chinês para encerrar o conflito e solicitou que a França use sua influência como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) para pressionar os EUA.





