• Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Empresa mineira cria centro de inteligência e amplia atuação no mercado cafeeiro

Lançamento foca em conectar produtores locais a compradores nacionais e internacionais através de análise técnica e escala

A Região da Chapada de Minas, inserida no Vale do Jequitinhonha, ganhou um novo mecanismo para fortalecer sua inserção no mercado cafeeiro global. O projeto consiste em um centro de inteligência comercial e conexão de mercados, desenhado para atuar como um elo técnico entre a produção local e a demanda nacional e internacional.

A iniciativa, anunciada pela Jequitinhonha Alimentos com a criação da COCABRAS (Comércio de Cafés Brasil Ltda), surge em um momento estratégico, coincidindo com o mês em que se celebra o Dia Mundial do Café (14 de abril). O foco é transformar o potencial produtivo da Chapada de Minas — Região que se consolida como nova fronteira do café em Minas Gerais devido às altas altitudes e clima favorável — em negócios de maior valor agregado.

Diferente de uma comercializadora tradicional, a COCABRAS opera sob um modelo de inteligência de mercado. O fluxo funciona de forma integrada: o produtor disponibiliza uma amostra de sua safra, que passa por um laboratório próprio de análise de qualidade. Nesta etapa, são identificados os atributos sensoriais e o potencial de posicionamento do grão.

Após a classificação técnica, a equipe de negociadores mapeia compradores no Brasil e no exterior, como torrefações e indústrias, que buscam exatamente o perfil identificado naquela amostra. "Entendemos que volume, aliado à inteligência de mercado, é essencial para gerar resultado ao produtor", pontuou o sócio-diretor da COCABRAS, Etevaldo José Antunes.

Um dos principais gargalos para pequenos e médios produtores é o acesso à exportação. Para transpor essa barreira, o hub aciona uma rede de contatos com empresas exportadoras, viabilizando o envio de lotes qualificados para canais internacionais. Esse movimento permite que o café da Chapada de Minas acesse nichos que, de outra forma, estariam fora do alcance logístico e burocrático do produtor individual.

Para o CEO do grupo, Luiz Carlos Barbosa, o passo é decisivo para a verticalização das operações da companhia. “Queremos gerar mais valor para quem produz e mais eficiência para toda a cadeia. É um passo estratégico que fortalece nossa atuação nos mercados nacional e internacional”, afirmou.

Fundada há quase três décadas em Capelinha, a Jequitinhonha Alimentos tem expandido sua presença de forma consistente. Atualmente, a empresa atua em 337 cidades mineiras, abrangendo as regiões Norte, Leste e Centro-Oeste.

Com a entrada recente no mercado da capital mineira e parcerias com grandes redes de varejo, o grupo projeta que as novas operações em Belo Horizonte representem cerca de 35% das vendas nos próximos três anos. A criação da COCABRAS complementa esse ecossistema, que já conta com linhas de cafés tradicional, superior e especial (Poema Café), integrando agora a etapa de comercialização em escala ao seu portfólio.

Por: Redação

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