• Sábado, 4 de abril de 2026

EUA detêm familiares de Soleimani, general iraniano morto

Sobrinha e sobrinha-neta de Qassem Soleimani perderam residência permanente e ficaram sob custódia da imigração.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos prendeu e revogou o status de residência permanente de Hamideh Soleimani Afshar e de sua filha, sobrinha e sobrinha-neta de Qassem Soleimani, ex-comandante militar iraniano morto em ataque aéreo norte-americano em 2020. A decisão foi tomada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, conforme nota publicada pelo Departamento de Estado neste sábado (4.abr.2026).

“Hamideh Soleimani Afshar e sua filha estão agora sob custódia da Imigração e Alfândega dos EUA”, disse o Departamento de Estado em comunicado oficial.

Qassem Soleimani chefiava a Força Quds da Guarda Revolucionária iraniana, unidade de elite responsável por operações do Irã no exterior. Os Estados Unidos classificam essa organização como terrorista. Soleimani era chamado de “comandante sombra” do Irã.

O comandante iraniano começou a carreira militar na linha de frente da guerra Irã-Iraque durante o início da década de 1980. Ele se tornou figura central no Irã ao longo dos anos e desempenhou papel fundamental na expansão da influência iraniana no Oriente Médio.

Soleimani morreu em 3 de janeiro de 2020 no Aeroporto Internacional de Bagdá. O presidente Donald Trump (Partido Republicano) ordenou o ataque aéreo que matou o comandante iraniano. O Pentágono declarou na época que Soleimani e suas tropas foram “responsáveis ​​pela morte de centenas de militares norte-americanos e da coligação e pelo ferimento de milhares de outros”.

Eis a íntegra do comunicado sobre as familiares de Qassem Soleimani:

“Na noite passada, a sobrinha e a sobrinha-neta do falecido major-general do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Qasem Soleimani, foram presas por agentes federais após o secretário de Estado, Marco Rubio, encerrar o status de residência permanente legal delas.

“Hamideh Soleimani Afshar e sua filha estão agora sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos . Conforme identificado por reportagens da imprensa e por suas próprias publicações nas redes sociais, Soleimani Afshar é uma apoiadora declarada do regime totalitário e terrorista do Irã.

“Enquanto vivia nos Estados Unidos, ela promoveu propaganda do regime iraniano, celebrou ataques contra soldados americanos e instalações militares no Oriente Médio, elogiou o novo líder supremo iraniano, denunciou os Estados Unidos como o ‘Grande Satã’ e expressou apoio inabalável ao Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, uma organização designada como terrorista. Afshar Soleimani divulgava essa propaganda em favor do regime iraniano enquanto desfrutava de um estilo de vida luxuoso em Los Angeles, conforme demonstrado por suas frequentes postagens em sua conta do Instagram, recentemente excluída.

“Além do encerramento do status de residência permanente legal de Hamideh Soleimani Afshar e de sua filha, o marido de Afshar também foi proibido de entrar nos Estados Unidos.

“No início deste mês, o secretário Rubio também encerrou o status legal de Fatemeh Ardeshir-Larijani, filha do ex-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, e de seu marido, Seyed Kalantar Motamedi. Tanto Ardeshir-Larijani quanto Motamedi já não estão mais nos Estados Unidos e estão proibidos de entrar no país no futuro.

“O Departamento de Estado dos Estados Unidos agradece ao Departamento de Segurança Interna e ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândega pela contínua parceria e colaboração na proteção dos cidadãos americanos.

“O governo Trump não permitirá que o país se torne um lar para estrangeiros que apoiam regimes terroristas antiamericanos.”

Por: Poder360

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