Sindicato
O presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, destaca que o combate à intolerância religiosa ainda é um dos grandes desafios do Brasil. Na avaliação de Araújo, a iniciativa do sindicato auxilia no combate a esse problema a partir do acesso ao conhecimento e do consequente exercício de direitos, por meio da informação. “Nós temos o dia 21 de janeiro, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído em 2007, e mesmo assim, ano após ano, ainda temos violações desse direito. Por isso, a gente decidiu, na Comissão da Verdade da Escravidão Negra aqui do Sindicato dos Bancários, publicar o guia para que a gente possa apresentar mais direitos para essa população vulnerabilizada pelo processo de racismo e que elas possam se defender adequadamente”, disse Araújo à Agência Brasil. O bancário lembra ainda que muitos terreiros são prejudicados, por não terem acesso às devidas informações de como devem agir em determinadas situações e exigir seus direitos. Para a entidade sindical, o acesso à informação é fundamental para fortalecimento dos praticantes das religiões de matriz africana e afro-brasileira. Um desses pontos é reconhecer a importância do legado ancestral dessa população na sociedade, “com o conhecimento necessário para que possam defender seus direitos e agir de forma assertiva em diversas situações”. “Ao colocar esse guia à disposição de toda a sociedade brasileira e, em particular, das comunidades de matriz africana e afro-brasileira, o sindicato visa possibilitar que essas comunidades se apropriem do conteúdo e se empoderem na defesa de seus direitos, garantidos constitucionalmente e de forma democrática”, ressalta o sindicato.Denúncias
A intolerância religiosa é crime, equiparado ao crime de racismo, sendo inafiançável e imprescritível, com pena de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Se o crime for cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza, a pena será de reclusão de 2 a 5 anos e multa. O Disque 100, o Disque Direitos Humanos, é um canal anônimo que recebe denúncias desse tipo de crime e de violações de Direitos Humanos em geral. O serviço dispõe de atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras). Também é possível denunciar pelo aplicativo de mensagens WhatsApp para receber atendimento ou denunciar, enviando uma mensagem para o número (61) 99611-0100. Pelo aplicativo Telegram, basta digitar DireitosHumanosBrasil na busca do aplicativo. Quem quiser denunciar um ato de intolerância ou racismo também pode procurar uma delegacia comum ou especializada, como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Mensagens preconceituosas, racistas, xenofóbicas e que violem os direitos humanos podem ser denunciadas no site www.humanizaredes.gov.br, da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH) que atua como canal de comunicação da sociedade com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Confira a reportagem da TV Brasil sobre o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa Relacionadas
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