Aliança com Trump
Orbán, que estava à beira de um quinto mandato, é aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e tem também laços estreitos com o Kremlin, foi acusado pela União Europeia de minar a democracia na Hungria e procurou bloquear o apoio europeu, militar e financeiro, à Ucrânia após a invasão russa em 2022. Magyar apelou para uma "mudança de sistema", prometeu combater a corrupção, reaproximar a Hungria da Europa e reverter as polêmicas reformas da era Orbán, caso vencesse as eleições.Dia histórico
Oito milhões de eleitores elegeram, neste domingo, um novo parlamento e um novo primeiro-ministro. Logo após o encerramento das urnas, Péter Magyar discursou brevemente, descrevendo esta eleição como "um dia histórico". Agradeceu a todos os eleitores por terem comparecido em número recorde e por reconhecerem a importância da eleição. Agradeceu também aos que se bateram contra o que chama fraude eleitoral, referindo que os dados mostram que a compra de votos terá sido menos eficaz do que nas eleições de 2022 e 2018. O candidato da oposição criticou também o partido Fidesz, de Orbán, que acenou com a possibilidade de agitação violenta mais tarde. Magyar descartou a ideia como "uma alucinação". Pediu por isso aos seus apoiadores para não reagirem a eventuais provocações, manterem a paz, serem pacientes e prepararem as celebrações.Novo primeiro-ministro
Péter Magyar tem 45 anos, completados a 16 de março e é um político e advogado húngaro, presidente do Partido Tisza e líder da principal oposição na política húngara. É deputado do Parlamento Europeu desde 2024, tendo conquistado 30% dos votos nas eleições europeias estando inserido no grupo Partido Popular Europeu, cargo que ocupa simultaneamente à presidência do Tisza. Ele garante que vai varrer a corrupção no país. Relacionadas
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