O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (13), que 158 navios pertencentes à Marinha do Irã foram atacados no Estreito de Ormuz — que está bloqueado por Washington. Em uma publicação nas redes sociais, o republicano afirmou que a "Marinha do Irã está completamente destruída", reiterando que, se alguma embarcação se aproximar do bloqueio norte-americano, será "imediatamente eliminada".
No texto, Trump ainda divulgou que os navios que não foram atingidos — a minoria, segundo ele — por não serem considerados "uma grande ameaça", escreveu. Veja o comunicado completo:
Os EUA anunciaram, no domingo (12), que iriam bloquear o Estreito de Ormuz às 11h (horário de Brasília) de segunda (13). A decisão foi divulgada pelo Comando Central do país, apontando que a medida será aplicada "imparcialmente contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saíde de portos e áreas costerias iranianas, incluindo todos os portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã".
A decisão ocorre um dia depois de os Estados Unidos afirmarem que dois navios de guerra entraram no local, o que pode trazer consequências para outros países que também fazem uso da via.
"Com efeito imediato, a Marinha dos EUA, a melhor do mundo, iniciará o processo de BLOQUEIO de todos os navios que tentarem entrar ou sair do Estreito de Ormuz", avisou Trump na rede Truth Social. Ele afirmou, ainda, que todos os navios em águas internacionais que pagaram um pedágio ao Irã serão interceptados: "Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar."
Além disso, a medida de Washington também foi motivada pelo fim das negociações, sem acordo, no fim de semana com autoridades do Irã, com a mediação do Paquistão.
Desde o início do bloqueio, Trump afirmou que qualquer "navio de ataque" do Irã que se aproximar do bloqueio serão destruídos. "Aviso: se algum desses navios se aproximar do nosso bloqueio, será eliminado imediatamente", escreveu Trump na própria rede social, a Truth Social. Trump completou dizendo que a Marinha iraniana foi "aniquilada".
Por outro lado, um porta-voz das Forças Armadas do Irã descreveu a ação norte-americana como "ilegal" e "equivale à pirataria". Segundo o porta-voz, o Irã implementará um mecanismo "permanente" para controlar o estreito. Ele afirmou que nenhum porto do Golfo Pérsico ou do Golfo de Omã ficará seguro se os iranianos estiverem ameaçados.
O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo, que está praticamente paralisado pela guerra no Oriente Médio.
O conflito começou em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel começaram a bomberdear o Irã. O país persa, em represália, ataca bases militares norte-americanas na região, instalações israelenses e restringe o acesso ao Estreito de Ormuz. A via é o caminho de escoamento para 20% do Gás Natural Liquefeito (GNL) negociado no planeta. Além disso, cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto transitam, em condições normais, pela passagem diariamente
O fechamento do Estreito de Ormuz afeta diretamente a economia mundial, visto que a maioria do fluxo atual está impedida de transitar no local. Nos Estados Unidos, por exemplo, o preço da gasolina chegou a US$ 3,72 por galão, em média, de acordo com a Associação Automobilística Americana (em inglês: American Automobile Association). Este é o preço mais alto do combustível comum desde 7 de outubro de 2023.
Além do prejuízo econômico, o fechamento do Estreito de Ormuz trouxe consequências no transporte marítimo e ataques contra embarcações, com desaparecimentos, feridos e mortes.





